Polícia

Justiça condena a 10 anos de prisão homem que tentou matar ex-mulher a marteladas

Gecivan Silva, de 38 anos, tentou matar, em 2017, com chutes e marteladas na cabeça sua ex-companheira. Crime ocorreu no bairro Buritizal, zona sul de Macapá

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Rosa Prazeres, de 48 anos, durante depoimento

O juiz Luiz Nazareno Hausseler, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá, condenou a 10 anos e 10 meses de prisão Gecivan Silva dos Santos, de 38 anos, pela tentativa de homicídio qualificado e feminicídio contra sua ex-companheira Rosa Costa dos Prazeres, de 48 anos.
Em 22 de junho de 2017, durante a madrugada, Gecivan agrediu Rosa Costa com chutes e marteladas na cabeça. A vítima relatou que só escapou porque se fingiu de morta.

Durante o julgamento, foram expostas cópias de outros 12 boletins de ocorrências contra o agressor, feitas pela ex-esposa e membros de sua família, também agredidos pelo criminoso. Nos boletins constam denúncias de agressões, ameaças, destruições e subtrações de objetos na residência da ex-companheira e de seus familiares.

“O condenado praticava agressões, tanto com a ex-mulher, quanto contra suas ex-cunhada e ex-sogra, como provam os Boletins de Ocorrência que apresentamos. A Justiça foi feita. O trabalho do MP-AP seguirá no combate à extrema violência doméstica, proteção dos direitos das mulheres, de seus filhos e familiares, por meio do acesso à rede de proteção, como ao cumprimento efetivo e eficaz da lei penal específica para os casos de feminicídio”, destacou a promotora de Justiça Klisiomar Monteiro.

 

Feminicídio

O crime está previsto no Código Penal (Art. 121, § 2º, inciso VI, do Código Penal) com pena de reclusão de 12 a 30 anos para casos de feminicídio (homicídio contra a mulher, por sua condição de mulher).

Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a cada duas horas uma mulher morre no Brasil vítima de violência. No Amapá, em 2018, a Delegacia de Crimes Contra Mulher (DCCM) registrou quase oito mil denúncias de violência doméstica.

A Lei do Feminicídio representa uma necessária ação afirmativa que favorece o romper com o silêncio das vítimas, denotando uma das estratégias mais efetivas na prevenção da morte de mulheres.

 

 
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