Polícia

Justiça converte prisão em flagrante de policial penal para preventiva após morte de Major

Uzias Palmerim de Santana Júnior teve a prisão mantida na audiência de custódia nesta segunda-feira, 28; ele é apontado como autor do disparo com o Major já caído na Avenida Padre Júlio


 

Elen Costa
Da Redação

 

A prisão em flagrante do policial penal Uzias Palmerim de Santana Júnior, de 34 anos, foi convertida em prisão preventiva na audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira 28, no Fórum de Macapá.

 

Uzias é apontado nas investigações como o autor do último disparo que atingiu o Major da Polícia Militar Anderson Leite Rodrigues Fernandes, de 38 anos, quando o oficial já estava caído no chão, na Avenida Padre Júlio, Centro de Macapá, na manhã de domingo 27.

Ele foi o único dos quatro policiais penais envolvidos no confronto que permaneceu preso. Os outros três – Wilson Pontes Neto dos Reis (Glock 9mm particular), Márcio Douglas Moraes Amanajás (Taurus 9mm particular, diretor adjunto) e Sérgio Ricardo da Silva Guerra (.40 do Iapen) – foram liberados após análise das imagens de câmera de segurança do bar, que mostrariam a vítima sacando a arma primeiro.

 

Na audiência de custódia, o Ministério Público pediu a conversão da prisão em preventiva alegando a gravidade concreta: disparo efetuado quando a vítima já estava no chão, impossibilitada de defesa; a Garantia da ordem pública, por se tratar de crime com grande repercussão e envolvendo agentes públicos armados; uso de arma institucional. Uzias usava uma pistola .40 do Iapen, em tese, fora de serviço e em local com consumo de bebida alcoólica, o que será apurado em processo administrativo na Corregedoria.

A defesa alegou legítima defesa, afirmando que o Major, mesmo caindo, continuava atirando e atingiu o policial penal Sérgio Guerra, e que o disparo final foi para “neutralizar a agressão”.

 

O juiz plantonista, no entanto, entendeu que há indícios suficientes de excesso e manteve a prisão.

Uzias foi encaminhado para o Centro de Custódia do bairro Zerão, onde permanecerá à disposição da Justiça.

 

A Polícia Civil segue com o inquérito e aguarda laudos de balística, residuográfico e da perícia nas quatro armas apreendidas para definir de qual arma partiu o disparo fatal.

 

O enterro do Major Anderson ocorreu na manhã de hoje, 28, no Cemitério São José, sob forte comoção.

 

 


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