Polícia

Mais de 100 militares intensificam policiamento contra o crime organizado no Amapá

Incursões ocorrem em pontos estratégicos de Macapá, Santana e Laranjal do Jari, mapeados pela Inteligência, para prevenir a violência e coibir ações criminosas


 

O Governo do Estado intensifica a proteção aos cidadãos e aplica tolerância zero contra o crime organizado em mais um ciclo da Operação Protetor. A ofensiva conta com o emprego de mais de 100 policiais militares em locais estratégicos dos municípios de Macapá, Santana e Laranjal do Jari.

 

O secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Felipe Vieira, explica que a atuação das equipes é orientada por ações de inteligência, principal ferramenta da gestão estadual para antecipar a conduta de infratores e desarticular grupos criminosos.

 

 

“As forças policiais do Amapá estão integradas para garantir a defesa e a sensação de segurança da nossa população. Estão empenhados policiais militares e civis, além de aparato tecnológico de inteligência, para assegurar que o estado mantenha os indicadores positivos de tranquilidade que já alcançamos”, enfatizou Vieira.

 

O comandante-geral em exercício da Polícia Militar do Amapá (PM/AP), coronel Carlos Augusto, destacou que, especificamente na Operação Protetor, estão sendo empregadas 25 viaturas, 10 motocicletas para acesso a locais de difícil trafegabilidade e drones de alta performance, além da Carreta da Segurança para integração e análise de dados em tempo real.

 

“É uma ampliação do policiamento rotineiro, fortalecido com ações estratégicas de fiscalização e patrulhamento ostensivo. O policiamento ordinário segue normalmente nos 16 municípios, enquanto a operação age de forma incisiva contra crimes recorrentes em regiões de fronteira, como é o caso do Amapá”, concluiu o comandante.

 

 

Resultados da Operação Protetor

Em dois anos de implementação pelo Governo do Estado e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Operação Protetor já resultou em mais de 86 mil abordagens e cerca de 600 prisões, além da apreensão de drogas e armas.

 

A desarticulação financeira do crime organizado também avançou. Somente em 2025, as apreensões causaram prejuízos superiores a R$ 1,5 milhão a esses grupos. Paralelamente, a gestão estadual consolidou evolução nos indicadores, como a queda de 67% nos roubos em um período de três anos.

 

 

Coordenada pela Sejusp, a operação mobiliza efetivos das polícias Militar e Civil, com apoio do Grupo Tático Aéreo (GTA) e da Coordenadoria de Inteligência e Operações (Ciop).

 

Balanço das ações de integração:

  • Bloqueios estratégicos de trânsito: 2,12 mil;
  • Veículos fiscalizados: 38,2 mil;
  • Indivíduos abordados: 86,8 mil;
  • Indivíduos presos: 648;
  • Drogas apreendidas: 127,61 kg;
  • Armas de fogo apreendidas: 116.

 

 


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