Polícia

Marcada audiência de instrução e julgamento do acusado de matar sargento da PM no Amapá

Gabriel Bonfim é acusado de latrocínio, que teve como vítima, em 2017, o sargento da PM Hudson Conrado. Gabriel está preso em Paris, na França, para onde fugiu, e será extraditado.

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Procurado pela Interpol, Gabriel Bonfim foi preso na França

A 1ª Vara Criminal de Macapá marcou para as 11h da manhã do próximo dia 18 de setembro a audiência de instrução e julgamento de José Gabriel de Souza Bonfim, de 21 anos, o ‘Burrinha’, que foi denunciado pelo Ministério Público do Amapá no dia 20 de março deste ano pelo assassinato do sargento da Polícia Militar Hudson Conrado, morto aos 46 anos de idade na noite de 18 de outubro de 2017, na Avenida Feliciano Coelho, bairro do Trem, em frente ao Museu Sacaca, zona sul de Macapá.

Sargento Hudson foi assassinado aos 46 anos de idade

 

O crime ocorreu por volta de 20h, enquanto o sargento – que estava dentro do carro – aguardava pela esposa que participava de um evento no Museu. Hudson foi morto com vários tiros e teve a arma (uma pistola Taurus calibre 380) levada pelos criminosos.

Além de Gabriel Bonfim, o delegado Celso Pacheco, da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (Deccp) que presidiu o inquérito, indiciou pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) Wendell Clei Ramos Ferreira, o ‘Chunga’, que era foragido do Iapen e acabou morto na noite de 21 de novembro daquele mesmo ano durante um confronto armado com policiais do Força Tática da PM de Araguantins, no Estado do Tocantins (TO) onde ele havia se homiziado.

Delegado Celso Pacheco (Deccp) presidiu inquérito

 

Gabriel acabou fugindo para Paris, na França, onde foi preso no dia 29 de janeiro passado numa barreira policial na capital francesa. Os oficiais o identificaram após consulta na lista de foragidos da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Ele estava na lista vermelha da organização. Com a data da audiência de instrução e julgamento definida, o processo de extradição de Gabriel foi acelerado.

 

Pedido de revogação de prisão negado
A defesa de Gabriel ingressou com um pedido de revogação de prisão do denunciado no Fórum da Comarca de Macapá, mas o juiz de Direito Adão Joel Gomes de Carvalho, nesta quarta-feira (8), negou o pedido mantendo a prisão preventiva. O magistrado, na inicial de sua decisão, observando os fundamentos apresentados pelo advogado de defesa Astor Nunes Barros, adiantou: “NÃO me convenceram a atendê-lo”, argumentando que o principal fundamento da prisão de Gabriel Bonfim é a conveniência da instrução processual e a garantia da futura aplicação da lei penal, além, claro, da manutenção da ordem pública.

 

O caso
O Diário teve acesso ao Inquérito Policial nº 095/2017 instaurado na Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (Deccp) presidido pelo delegado Celso Pacheco, e que está anexado ao processo que tramita na justiça. Também foi possível acessar cópia do relatório emitido pelo Núcleo de Inteligência do Ministério Público (NIMP) que atuou nas investigações de forma conjunta. Na noite de 18 de outubro de 2017, por volta de 20h, o sargento Hudson Conrado, com 46 anos de idade, esperava a esposa dentro do automóvel, estacionado na Avenida Feliciano Coelho, bairro do Trem, em frente ao Museu Sacaca, onde ela participava de um evento.

 

Wendell ‘Chunga’ foi morto pela polícia em Tocantins em novembro

 

Gabriel e Wendell Clei se aproximaram do automóvel armados com um revólver calibre 38 e uma pistola, segundo a polícia. O policial, distraído, ainda tentou sacar a arma ao perceber a abordagem, mas acabou alvejado oito vezes. Imagens de câmeras de segurança recolhidas pela polícia na área do crime mostram tanto o momento em que os suspeitos seguem andando para o local do roubou seguido de morte, quanto na fuga. Após roubar a arma do sargento, os criminosos fugiram correndo.

 

Fuga
Segundo a investigação, Gabriel comprou passagem em uma companhia aérea cerca de três horas e meia após o crime, quando ele embarcou para Belém (PA). Ele não tinha nenhuma reserva, segundo foi apurado. O delegado Celso Pacheco já sabia que a mãe de Gabriel morava na França, e, por isso, acionou a Polícia Federal (PF) solicitando levantamento sobre a movimentação migratória do investigado. O relatório divulgado pela PF mostra que Gabriel Bonfim deixou Belém (PA) com destino a Lisboa, capital de Portugal. O Airbus A330 [voo TP46] decolou do Aeroporto Internacional de Val De Cans às 18h35 do dia 21 de outubro de 2017, pousando as 6h05 do dia 22 de outubro em Lisboa. De lá ele teria seguido para Paris, França.

 

Prisão
No dia 29 de janeiro deste ano, Gabriel foi abordado numa barreira policial na capital francesa. Os oficiais o identificaram após consulta na lista de foragidos da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O delegado Celso Pacheco já havia realizado o pedido de extradição, via Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça (DRCI/MJ). Ainda não existem informações sobre a data de extradição do acusado para o Brasil, onde ele responderá pelo crime à Justiça do Amapá.

 

Reportagem: Elden Carlos
Fotos: Arquivo Diário

 
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