Polícia

Menor diz que ordem para matar policial rodoviário federal aposentado partiu do Iapen

Líder de uma facção criminosa que está preso no Iapen teria determinado a execução do policial rodoviário que já havia entregado os objetos e se rendido.

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A delegada Luiza Maia, da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Santana, distante 17 quilômetros da capital, confirmou a transferência nesta sexta-feira (21) para o Centro de Internação Provisória (CIP), em Macapá, do adolescente envolvido no crime de latrocínio do policial rodoviário federal aposentado Rubens Silva de Menezes, de 72 anos, morto com um tiro na cabeça na noite de 8 de junho passado, na Ilha de Santana.

O infrator, de 16 anos, foi localizado quinta-feira (20) no bairro São Lázaro, zona norte de Macapá. “Havíamos representado pela prisão preventiva desse investigado, mas ao ser capturado ele alegou ter 16 anos. Fizemos a confirmação e representamos pela conversão da preventiva em custódia provisória, o que foi acatado pela justiça”, declarou a delegada.

Depoimento


Luiza Maia – que preside o inquérito – disse que durante a tomada de depoimento o menor se mostrou frio e afirmou de forma categórica que o tiro que matou o policial foi disparado pelo comparsa dele, Geandro de Souza Sobral, o ‘Grego’, que é considerado foragido.

Ordem para matar o policial

Ainda durante o interrogatório, o infrator declarou que a dupla já havia se apossado de jóias, dinheiro e das armas que Rubens Menezes guardava em casa. “O investigado diz que após consumar o roubo, mantiveram contato com um detento do Iapen e que esse preso determinou a execução do policial”, afirma a delegada.

O adolescente relatou ter saído do quarto e ido até a porta da sala ‘vigiar’. Foi quando ele disse ter escutado um único disparo vindo de dentro do quarto. Em seguida, os dois saíram correndo. A arma usada para matar o policial foi um revólver calibre 38.

Faccionado

O menor também foi categórico em afirmar que ele e Grego são integrantes de uma facção criminosa denominada Amigos Para Sempre (APS). “Durante toda a tomada de depoimento esse infrator reiterou que tanto ele quanto o comparsa servem a essa facção e que a escolha do policial não foi aleatória. A facção tinha informações de que o Menezes mantinha dinheiro e armas em casa. Além disso, foi também da liderança dessa facção a ordem dada para eliminar a vítima. Agora, o menor diz temer pela vida dele, já que revelou parte do esquema”, diz Maia.

 
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