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Morte de filho de delegado leva corregedoria da PC a instaurar inquérito para apurar o caso

Arthur Gomes, de 2 anos, que era filho do delegado da Polícia Civil, Carlos Alberto, morreu na sexta-feira (7) na zona norte de Macapá. Uma tampa de garrafa pet foi encontrada obstruindo a garganta da criança.


Elden Carlos
Editor-chefe

 

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Amapá instaurou inquérito para apurar criminalmente a morte do pequeno Arthur Gomes Benjamim, de 2 anos, que morreu na última sexta-feira (07) por obstrução de vias aéreas causada por corpo estranho. Arthur havia engolido uma tampa de garrafa pet. O fato teria ocorrido na casa do pai da criança, o delegado da Polícia Civil Carlos Alberto Gomes Pereira Filho.

Arthur – que morava com a mãe em Florianópolis – estava há menos de uma semana na casa do pai, após um acordo judicial formulado entre os pais separados.

Na manhã desta segunda-feira (10) o delegado Sérgio Grott, que preside o inquérito, declarou durante coletiva de imprensa que o depoimento do delegado Carlos Alberto, contido nos autos, está à disposição da família materna, e que, por enquanto, não pode revelar os detalhes da dinâmica dos fatos ocorridos naquele dia. “A família materna, por meio de seus advogados constituídos, tem livre acesso aos autos. Prefiro, nesse momento, que a família da mãe do menino tenha conhecimento do que foi narrado pelo delegado Carlos Alberto para somente após isso tornar público o andamento das investigações. Foi aberta uma investigação criminal sobre o caso. O objetivo é saber se houve uma conduta criminosa”, disse resumidamente Grott.

Quanto ao fato de o pai não ter comparecido nem ao velório e nem ao sepultamento do filho, o presidente do inquérito disse que Carlos Alberto prestou depoimento por mais de duas horas e meia, na manhã de sábado (8), e que a tomada de declarações precisou ser interrompida por várias vezes por causa do estado emocional abalado do pai.

O delegado-geral da Polícia Civil, em exercício, Fábio Araújo, afirmou que não houve nenhum tipo de ‘blindagem’ ao delegado, e que todas as medidas administrativas e criminais estão sendo tomadas. “Não existe corporativismo ou outro fator como o que chegou a ser especulado nas redes sociais. Trabalhamos na investigação de forma isenta. Todas as medidas cabíveis já foram adotadas pelo preside do inquérito e pela própria corregedoria. Até mesmo as imagens das câmeras de segurança do imóvel foram recolhidas e estão sendo analisadas. Tudo será devidamente esclarecido”, concluiu.


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