MP-AP desarticula grupo que fraudava clientes e falsificava assinaturas de magistrados
Ofensiva, batizada de Operação Falso Advogado, resultou em cumprimento de mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE)

Elen Costa
Da Redação
Uma ação conjunta coordenada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) cumpriu mandados contra uma organização criminosa especializada em estelionato virtual e fraudes judiciais. A ofensiva, batizada de Operação Falso Advogado, foi deflagrada nesta terça-feira, 7.
A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Investigações (Nimp) do Amapá, com apoio do Gaeco e a Polícia Civil do Ceará, resultando no cumprimento de mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE).
Investigações indicam que o grupo utilizava engenharia social para obter dados de processos e aplicava golpes, focando em vítimas das regiões Sul e Centro-Oeste. Os suspeitos se passavam por advogados, usando DDD local para contatar clientes e solicitar pagamentos indevidos para supostas liberações de valores, falsificando documentos com assinaturas de magistrados do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) para garantir a fraude.
Celulares e tablets apreendidos serão periciados para identificar outros integrantes e o volume de dinheiro desviado. Os investigados podem responder por fraude eletrônica, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa.
Os golpes envolvendo processos judiciais estão cada vez mais sofisticados, utilizando dados reais obtidos de forma ilícita para enganar cidadãos. Para não cair nessa fraude, siga as recomendações das autoridades e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB):
- Não faça transferências urgentes: escritórios de advocacia raramente exigem pagamentos imediatos via PIX ou boleto para liberar valores de processos.
- Confirme o número de telefone: se receber mensagens de um número novo ou com DDD diferente do habitual do seu advogado, desconfie.
- Use canais oficiais: nunca utilize o número que acabou de te ligar para confirmar uma informação; ligue diretamente para o número fixo ou compareça ao escritório físico que você contratou.
- Dupla checagem de documentos: criminosos usam papéis timbrados e assinaturas falsificadas de juízes. Se receber uma foto de decisão judicial, consulte o andamento diretamente no site oficial do Tribunal de Justiça (TJ).
- Desconfie de facilidades: promessas de liberação rápida de alvarás ou indenizações mediante o pagamento antecipado de ‘taxas’ ou ‘custas’ são fortes indícios de golpe.
Deixe seu comentário
Publicidade