Polícia

Operação da PF apura desvio de R$ 1 milhão do Lacen Amapá

PF cumpre 12 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão. Segundo as investigações, entre os meses de março e setembro de 2016 o esquema teria desviado recursos na ordem de R$ 1 milhão.

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A Superintendência da Polícia Federal (PF), no Amapá, deflagra na manhã desta terça-feira (29) a operação ‘Diagnosis’, que apura o desvio de R$ 1 milhão do Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen/AP)

 

Segundo a PF, o objetivo é desarticular uma associação criminosa que teria pratica o desvio dos recursos entre os meses de março e setembro de 2016. A ação é resultado de um trabalho em conjunto com a Controladoria-Geral-da-União.

 


Cerca de 40 policiais federais cumprem 12 mandados de prisão temporária, 16 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens e valores em Macapá Macapá (AP), e nos municípios  de Ananindeua e Belém, no Pará.

 

Segundo as investigações, uma servidora do Lacen/AP teria desviado a quantia para sete empresas sem nenhuma relação contratual com o órgão, por meio da inserção de dados falsos no sistema de pagamento.

 

Ainda de acordo com o apurado, os depósitos feitos nas contas das empresas investigadas eram sacados e parte do valor era depositadao na conta da servidora responsável pelas transferências, como uma forma de “porcentagem” pelo desvio, de acordo com nota encaminhada pela PF.

 


O resultado da investigação policial será encaminhado a Controladoria Geral do Estado do Amapá para providências de cunho administrativo. Os investigados irão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 25 anos de prisão.

 

SVS
Procurado pelo Diário, Dorinaldo Malafia, titular da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) – que incorporou o Lacen, declarou, por telefone, que as denúncias que levaram à operação deflagrada nesta terça-feira, foram feitas pelo ex-diretor do Laboratório Central do Amapá, Nahom de Sá Galeno.

 

Segundo Malafia, Nahom teria desconfiado da relação suspeita da servidora denunciada com as empresas que passaram a ser investigadas dentro do inquérito. A servidora teria assumido o cargo por meio de contrato administrativo.

 

O superintende informou que a SVS vai emitir nota no decorrer da manhã, pontuando as medidas adotadas em relação ao caso.

 

Reportagem: Elden Carlos, Costa filho, Rodrigo Silva
Fotos: Joelson Palheta e divulgação PF

 
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