Polícia

Operação no Complexo da Maré (RJ) termina com a prisão de líder de facção do Amapá

Alberto ‘Imperador’, investigado por dezenas de crimes, é considerado o ‘01’ da facção Família Terror Amapá (FTA), um braço do PCC no estado, e que vinham ordenando crimes do morro carioca.

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Elden Carlos
Editor-chefe

 

Considerado como o ‘01’ da facção criminosa Família Terror Amapá (FTA), um braço do Primeiro Comando da Capital (PCC), Alberto Magno da Silva Lobato, de 29 anos, o ‘Imperador’, foi preso na manhã desta quinta-feira (14) na Vila do João, localizada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (RJ), durante uma operação integrada entre a Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Amapá; Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Amapá, Uberlândio Gomes, durante entrevista concedida ao programa radiofônico LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM), houve um longo trabalho investigativo para localizar o principal líder da facção amapaense.

“Após uma intensa troca de informações com as forças de segurança do Rio de Janeiro, enviamos delegados e agentes amapaenses que conseguiram acessar o complexo e identificar o local exato onde esse criminoso estava vivendo. É importante frisar que pessoas ligadas a ele viajavam para o Rio costumeiramente, e esse foi um dos pontos determinantes para localizá-lo. É uma das maiores e mais importantes operações realizadas nesse enfrentamento ao crime organizado”, declarou o delegado-geral.

O secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá, coronel PM Carlos Souza, disse que a prisão de Imperador faz parte do plano estratégico montado pelo governo estadual para reprimir as ações criminosas e isolar os líderes das facções.

“Existem várias frentes de enfrentamento. Quero aqui parabenizar a Polícia Civil do Estado do Amapá pelo trabalho de inteligência, paciência e eficiência que resultaram nessa prisão. Assim que se confirmou o local onde esse criminoso estava homiziado, solicitei ao secretário de Estado da Segurança Pública da Polícia Militar do Rio de Janeiro o apoio necessário para a missão, o que foi atendido prontamente. Houve um abastecimento de informações que resultaram na operação de hoje. Mais de 70 homens participaram da missão. É uma área inóspita e controlada por uma das maiores facções do país. O que é interessante é que o Complexo da Maré é dominado pelo Comando Vermelho, mas existe uma célula do PCC instalada naquele bolsão do crime organizado. Era justamente nessa área que o faccionado amapaense estava sob a proteção [égide] dos traficantes cariocas”, declarou o secretário.

Após a prisão, Alberto Imperador foi levado para a 21ª Delegacia de Polícia (21ª DP). Ele será recambiado para o Amapá.

“A prisão decorre de quatro mandados de prisão em aberto contra ele. Obrigatoriamente, temos que seguir os ritos legais, ou seja, trazê-lo para o Amapá, solicitar uma vaga ao Depen (Departamento Penitenciário) e requerer a um juiz federal a transferência para um presídio de segurança máxima federal. Esse pedido, inclusive, se aplica aos outros 12 líderes de facções que foram remanejados para uma ala específica do Iapen. É uma resposta contra aqueles que acham que podem se insurgir contra o Estado e a população de bem”, concluiu.

Imagens: Divulgação

 

 

 
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