Polícia

Padrasto que abusou de enteada dos 5 aos 20 anos de idade é preso

Vítima engravidou do suspeito e só agora conseguiu revelar para mãe o que vinha sofrendo, e pediu ajuda para fugir; após fuga, acusado teria ficado transtornado e ameaçou companheira com faca


 

Elen Costa
Da Redação

 

Policiais civis da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), de Santana, prenderam um homem de 35 anos de idade, acusado de estupro de vulnerável, ameaça e perseguição no contexto de violência doméstica.

 

De acordo com a delegada Katiúscia Pinheiro, os crimes ocorreram em Piaçacá, área rural do município. As vítimas foram a enteada e a própria companheira do agressor.

 

A jovem, atualmente com 20 anos, relatou que começou a ser abusada sexualmente pelo padrasto quando tinha apenas cinco anos de idade. Os estupros perduraram por longos 15 anos.

 

“Essa vítima teve um filho do suspeito aos 15 anos de idade. Porém, só agora ela conseguiu revelar para a mãe o que vinha sofrendo e pediu ajuda para fugir. Após a fuga da enteada, o acusado teria ficado transtornado, chegando a ameaçar a companheira com uma faca. Ele ainda tentou esganá-la, dizendo que, caso a moça não retornasse, iria matá-la, o irmão que estava dando abrigo e o filho dele que tem cinco anos, e que depois iria se matar”, detalhou a delegada.

 

O homem acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e teve o mandado de prisão preventiva pelos crimes de estupro de vulnerável, ameaça e perseguição no contexto de violência domestica, cumpridos.

 

“Na mesma ocasião, atuando de forma integrada, o Conselho Tutelar realizou o atendimento e a proteção das cinco crianças que estavam sob a responsabilidade desse indivíduo no momento da abordagem. Paralelamente, a oficial de justiça realizou a intimação dele, quanto à decisão judicial de deferimento de medidas protetivas de urgência”, contou a autoridade policial, destacando que a atuação conjunta entre a Polícia Civil, o Poder Judiciário e a rede de proteção, é fundamental para dar uma resposta rápida e efetiva em casos de violência doméstica.

 

“Quando cada instituição cumpre seu papel de forma integrada, conseguimos não apenas responsabilizar o agressor com celeridade, mas também garantir proteção imediata à vítima e segurança às crianças envolvidas”, finalizou Pinheiro.

 


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