Polícia

Pastor investigado por violação sexual de fiéis é preso em Macapá

Mais de dez mulheres [fiéis da igreja] denunciaram o pastor por violência sexual praticada no ambiente religioso.

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Elden Carlos
Editor-chefe

 

O pastor Jeremias Barroso, de 50 anos, líder da igreja evangélica Getsemani, foi preso preventivamente na tarde desta sexta-feira (19) na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) acusado de violação sexual mediante fraude, como afirma a delegada Marina Gimarães, presidente do inquérito.

Mais de dez mulheres [fiéis da igreja] denunciaram o pastor por violência sexual praticada no ambiente religioso. As vítimas relataram situações muito semelhantes de abordagem. Ele se aproveitava da posição de liderança religiosa para tentar obter vantagens sexuais, dizendo que os atos eram para ‘eliminar’ as situações de sofrimento pelas quais as jovens vinham passando naquele momento.

“As investigações iniciaram em julho de 2020, quando três vítimas procuraram a delegacia para denunciar o crime. Instauramos inquérito e novas vítimas foram surgindo. O pastor agia sempre com o mesmo modus operandi, de acordo com as jovens ouvidas. A partir disso nós acionamos o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Amapá) para que, conjuntamente, atuássemos nessa investigação. Foi um trabalho árduo, com a oitiva de muitas testemunhas. Mas, esse trabalho minucioso foi necessário para que amarrássemos bem o inquérito”, declarou a delegada.

 

Com provas robustas a presidente do inquérito representou pelos pedidos de prisão preventiva e busca e apreensão. “Ele veio prestar depoimento na delegacia ao mesmo tempo em que a justiça expediu a ordem judicial. Ele recebeu voz de prisão na própria DECCM”, complementou Marina.

 

A Polícia Civil ainda apreendeu computador, aparelhos celulares, pen drives e HD’s que serão periciados.

Na saída da delegacia o pastor negou as acusações. “(…)inverdades, mentiras, coisas injustas. Vamos provar nossa inocência. Isso tá acontecendo porque eu prego a verdade. Assim como o apóstolo Paulo foi preso inocente, vamos provar nossa inocência”, resumiu Jeremias.

 

Ele foi conduzido à Polícia Técnico-Científica (Politec) onde passou por exame de corpo delito antes de ser transferido para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

Reportagem: Rodrigo Silva
Imagens: Joelson Palheta

 
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