Polícia

PC investiga venda de veículos oficiais envolvendo Associação de Mulheres e agentes públicos

Veículos do Estado vinham sendo desviados para a Associação de Mulheres de Cutias do Araguari. O filho da presidente, segundo a polícia, vendia esses veículos para terceiros num esquema que pode ter envolvimento de servidores do Detran-AP.

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Elden Carlos – Editor

 

A Delegacia Especializada em Crimes Contra a Fazenda Pública (Defaz), da Polícia Civil do Amapá, deflagrou a ‘Operação Desvio’ nos municípios de Macapá e Cutias do Araguari, para desarticular um esquema criminoso de desvio de veículos públicos que tinha como beneficiária a Associação de Mulheres de Cutias do Araguari.

Segundo o delegado Rogério Campos, que preside o inquérito, a operação deu cumprimento a oito mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos documentos, aparelhos celulares, computadores, notebooks e mídias que serão periciados. Ainda houve autuação de pessoas por crimes ambientais e posse ilegal de arma de fogo.


As investigações iniciaram em janeiro deste ano, após denúncias que deram conta do desvio de um carro pertencente ao Instituto Estadual de Florestas do Amapá (IEF). O veículo havia sido cedido para a Secretaria Extraordinária de Políticas para Juventude (Sejuv) e posteriormente, repassado para a Associação de Mulheres.

Após conseguir uma ordem judicial no mês de abril, o delegado localizou o automóvel e apurou que ele havia sido vendido para um homem. O delegado explicou que os indícios mostram que esse comprador agiu de boa fé na aquisição. A polícia descobriu que a venda foi feita pelo filho da presidente da associação, que é dono de uma sucataria e que usou a empresa para fazer o negócio criminoso.


O presidente do inquérito também revelou que o esquema seguia uma sistemática padrão, e, inclusive, era formalmente registrado no sistema do Departamento Estadual de Trânsito do Amapá (Detran-AP), o que aponta indícios, segundo o delegado, do possível envolvimento de servidores públicos do órgão. Ainda no curso da investigação foram identificados outros quatro carros que foram negociados dentro do esquema criminoso.


“Veículos de órgãos públicos eram desviados à Associação simulando uma doação. A presidente os repassava ao filho e sua nora [donos da sucataria] que ficavam responsáveis pela revenda a terceiros. Vamos apurar o envolvimento de cada um deles para poder realizar o indiciamento, inclusive, de possíveis servidores públicos. Também, já podemos avaliar que a Associação de Mulheres de Cutias do Araguari mais se assemelha a uma associação familiar, já que fora constituída e é integrada, basicamente, por um mesmo grupo de familiares”, concluiu o delegado.

Com informações da Polícia Civil
Imagens: Divulgação/PC

 
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