Polícia

PF desmonta quadrilha que fraudou 35 benefícios do Auxílio Emergencial no Amapá

Operação Ego foi deflagrada na manhã desta terça-feira (20) para dar cumprimento a sete mandados de busca e apreensão, sendo seis deles na cidade de Macapá (AP) e um em Ciudad del Este (Cidade do Leste), no Paraguai.

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Elden Carlos
Editor-chefe

A Superintendência da Polícia Federal (PF), no Amapá, deflagrou na manhã desta terça-feira (20) a Operação Ego, para dar cumprimento a sete mandados de busca e apreensão, sendo seis deles na cidade de Macapá (AP) e um em Ciudad del Este (Cidade do Leste), no Paraguai. Cerca de 30 policiais federais participaram da operação.

De acordo com a PF, o objetivo da operação é reprimir as ações de uma associação criminosa responsável por fraudes no recebimento do auxílio emergencial, pago pelo governo Federal em razão da pandemia do novo coronavírus.

A operação decorre de trabalho conjunto entre a Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa Econômica, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União. Todos integram a Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE).

Ainda de acordo com a PF, o cumprimento do mandado de busca e apreensão no Paraguai contou com o apoio do Ministério Público Paraguaio e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), através da Divisão de Cooperação Jurídica Internacional da Polícia Federal, o Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça, da Adidância da PF no Paraguai.

As investigações revelaram a existência de uma associação criminosa formada por quatro pessoas, algumas com vínculo familiar, residentes em Macapá. Eles utilizaram CPFs de 35 pessoas de vários estados do país para abrir contas no aplicativo Caixa Tem. Estimasse que entre 29 de maio e 8 de junho de 2020 os criminosos receberam de forma fraudulenta mais de R$ 65,5 mil nessas contas.

Os criminosos abriam a conta em nome das vítimas e assim que o recurso era depositado pelo governo Federal, havia o pagamento de boletos e transferências bancárias para contas dos investigados, camuflando a fraude.

As vítimas só descobriram o golpe quando foram fazer a solicitação do benefício. No decorrer das investigações foi apurado que um dos investigados havia se mudado para o Paraguai, sendo necessária a cooperação jurídica e policial internacional.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 20 anos de reclusão.

Imagens: Divulgação/PF

 
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