Polícia

Pichação com marca da FTA em feira acende alerta de intimidação na véspera da eleição

Mensagem surgiu em muro de feira livre em Macapá e viralizou; secretário de segurança afirma que voto é livre; forças policiais investigam se ação é da facção ou tentativa de causar pânico


 

Elen Costa
Da Redação

 

Uma pichação com a sigla da facção criminosa Família Terror do Amapá (FTA) chamou a atenção de feirantes e consumidores em uma feira livre de Macapá na véspera do primeiro turno das eleições de 2026.

 

No muro, além da sigla da facção, estava escrita a frase: “Ninguém vai comandar seu voto”. O vídeo do local foi gravado por populares na manhã deste sábado, 3, e se espalhou rapidamente pelos grupos de whatsApp.

A mensagem foi interpretada por dois lados: para a polícia, pode ser um recado da própria facção dizendo que não vai interferir, ou — o que é mais provável — uma tentativa de intimidação de grupos rivais ou de atores políticos usando o nome da FTA para amedrontar eleitores e criar um clima de medo na véspera da votação.

 

Diante da repercussão, o secretário estadual de justiça e segurança pública, Cezar Vieira, pronunciou-se em vídeo e foi categórico ao defender a liberdade do eleitor.

“Ninguém vai comandar o seu voto. O cidadão amapaense vota livre, vota seguro. As nossas forças de segurança — Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Federal — estão nas ruas, com mais de 1.200 homens no Plano de Policiamento Eleitoral, justamente para garantir que o eleitor vá às urnas em paz, sem coação e sem medo de facção”, declarou.

 

Ainda segundo a Sejusp, o setor de inteligência já está analisando as imagens das câmeras de segurança da região da feira para identificar quem fez a pichação, o horário e a motivação. O caso também será comunicado ao TRE-AP e ao Ministério Público Eleitoral.

 

A Polícia Militar reforçou que qualquer tentativa de assédio eleitoral, ameaça ou cobrança de votos em áreas de influência de facções deve ser denunciada anonimamente pelo 190 ou 181.

 

O TRE-AP lembra que o voto é secreto por lei e que tentar controlar, comprar ou impedir o voto do eleitor é crime eleitoral, com pena de até quatro anos de prisão.

 

 


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