Polícia

PM apreende três adolescentes com quase duzentas pedras de crack

Menores de idade tentaram fugir por área de mata, mas foram alcançados por equipes do 1º Batalhão; denúncias apontavam tráfico de drogas e ameaças contra moradores da comunidade


 

Elen Costa
Da Redação

 

Uma operação de patrulhamento intensivo realizada pelo 1º Batalhão da Polícia Militar resultou na apreensão de três adolescentes na madrugada desta sexta-feira, 2. A ação ocorreu no bairro Fazendinha, zona sul de Macapá, após a corporação receber denúncias graves de moradores sobre a prática de tráfico de entorpecentes e ameaças constantes na região.

 

Para sufocar a atividade criminosa e garantir o sucesso da intervenção, os agentes estruturaram um cerco tático estratégico no perímetro, mapeando os pontos de saída para bloquear qualquer tentativa de escape. Ao perceberem a chegada das viaturas, três suspeitos iniciaram uma fuga desesperada em direção a uma área de vegetação densa, mas foram perseguidos e alcançados pelas equipes na mata.

 

Após a captura, os militares realizaram a abordagem e a identificação dos envolvidos. Ao consultar o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes), foi confirmado que todos eram menores de idade. Durante as buscas pessoais, a PM localizou uma quantidade expressiva de substâncias ilícitas prontas para a comercialização, divididas entre os infratores.

 

Com o primeiro adolescente foi encontrado um recipiente plástico transparente contendo diversas porções de substância de crack, além de R$ 41 em espécie. Com o segundo os policiais apreenderam uma lata vermelha que armazenava aproximadamente 190 pedras da mesma substância. Já com o terceiro menor de idade foram localizadas quatro porções de maconha.

 

Diante do flagrante de ato infracional análogo ao tráfico de drogas, os três jovens receberam voz de apreensão. Eles foram conduzidos e apresentados na Delegacia Especializada na Investigação de Atos Infracionais (Deiai), junto com todo o material entorpecente e o dinheiro recolhido.

 

A ocorrência foi entregue à autoridade policial competente para a lavratura do procedimento legal e adoção das medidas socioeducativas cabíveis, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 


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