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Polícia apura se execução no São Lázaro está ligada à dívida com drogas

Raul Jordan, de 23 anos, foi morto com pelo menos cinco tiros. Ele havia sido denunciado em 2021 por lesão corporal contra sua ex-companheira. Ela afirmou há época, em depoimento, que ele era usuário de drogas.


Elden Carlos

Editor-chefe

 

A Delegacia de Homicídios assumiu as investigações sobre o assassinato de Raul Jordan de Abílio Mendes, de 23 anos, morto a tiros na noite da última sexta-feira (14) na entrada de um beco do bairro São Lázaro, zona norte de Macapá. Dois homens são suspeitos de executar a vítima com pelo menos cinco tiros.

Já se sabe que Jordan havia sido denunciado pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) pelo crime de lesão corporal (Lei Maria da Penha) contra sua companheira. Esse fato ocorreu em 28 de março de 2021 no bairro Jardim Felicidade II, onde o casal residia. A vítima denunciou o agressor depois que ele teria lhe engasgado, puxado os cabelos e a jogado no chão durante uma discussão. Ela acionou a polícia e ele foi preso em flagrante. Jordan deixou a cadeia após pagar fiança de R$ 600. O casal conviveu por 2 anos e 8 meses, tendo um filho de 1 ano e 5 meses.

Um detalhe no depoimento da ex-companheira chamou atenção. Ela afirma por várias vezes que Raul Jordan era usuário de drogas. Esse fato pode reforçar a suspeita inicial de que a morte dele tenha sido por uma cobrança de dívidas ou acerto de contas.

A polícia encontrava dificuldades de informações no local do assassinato. O que se sabe é que o homem foi emboscado por dois suspeitos – que estavam de bicicleta – no momento em que ele caminhava em direção à casa da avó. Jordan ainda correu por alguns metros [ferido], mas caiu na entrada de um beco.

O resgate médico foi acionado e constatou o óbito. O corpo foi removido para o Departamento de Medicina Legal (DML) da Polícia Técnico-Científica (Politec) para ser necropsiado. Raul era filho de um policial penal.

 

Reportagem e fotos: Jair Zemberg


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