Polícia Civil deflagra operação contra quadrilha que furtou celulares na Expofeira
Investigação aponta que organização interestadual atuava de forma itinerante em grandes eventos pelo Brasil; buscas em Belém, no Pará, desmontaram base logística do grupo

Elen Costa
Da Redação
A Polícia Civil do Amapá, por meio da 10ª Delegacia da Capital, deflagrou na manhã de quinta-feira, 29, a Operação Fim de Feira. A ofensiva visou desarticular uma organização criminosa interestadual especializada no furto e na receptação de aparelhos celulares de alto padrão durante eventos com grandes multidões, como a Expofeira do estado.
A primeira fase da ação contou com o apoio técnico do Núcleo de Identificação da Polícia Federal no Amapá e a atuação operacional da Delegacia Especializada em Recuperação de Dispositivos Móveis (DERDM) de Belém, no Pará. O trabalho conjunto resultou no desmantelamento da base logística do bando e na recuperação de oito telefones celulares.
De acordo com as investigações, os criminosos agiam de forma coordenada utilizando a tática do esbarrão de costas, que bloqueia o campo de visão de terceiros e permite furtar os aparelhos sem que as vítimas percebam. A imagem que ilustra a ação é real e flagrou o exato momento de um dos furtos ocorridos dentro do parque de exposições.
A partir da análise das imagens da Expofeira, as equipes identificaram um dos operadores do esquema. Ele já havia sido flagrado no evento transportando embalagens de papel alumínio — material utilizado pela quadrilha para criar uma blindagem eletromagnética em torno dos celulares roubados, o que cortava o sinal e impedia o rastreio imediato dos dispositivos.
O delegado Nícolas Bastos destacou o caráter itinerante do grupo criminoso, que operava em todo o território nacional. O monitoramento apontou que a rede atuou estruturalmente nos carnavais de São Paulo e de Santa Catarina, onde chegou a estocar 11 aparelhos em um quarto de hotel. Em Minas Gerais, integrantes do mesmo bando foram flagrados com dezenas de telefones envoltos em papel alumínio e tentaram subornar os agentes de segurança oferecendo R$ 18 mil em espécie. No Pará, houve registro de ataques na cidade de Maracanã, onde um alvo foi preso em flagrante com um veículo recheado de aparelhos furtados.
O fluxo do crime consistia em subtrair os dispositivos eletrônicos nas aglomerações do Amapá e escoá-los rapidamente para o estado vizinho. Para combater essa rota, as equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em três endereços ligados à organização criminosa nos bairros da Pedreira e Barreiro, na cidade de Belém.
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