Polícia

Polícia Civil devolve 320 celulares recuperados em Macapá e Santana

Ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça combate mercado ilegal de eletrônicos e devolve bens roubados ou furtados


 

Elen Costa
Da Redação

 

Em uma investida contra os crimes patrimoniais urbanos, a Polícia Civil do Amapá iniciou, nesta quarta-feira, 19, a devolução massiva de 320 aparelhos celulares recuperados no estado. A mobilização faz parte da Operação Última Chamada, uma estratégia de alcance nacional articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para asfixiar a cadeia de receptação de eletrônicos de origem ilícita.

 

As restituições ocorrem simultaneamente nas duas maiores cidades amapaenses: a capital, Macapá, e o município vizinho de Santana. As investigações e as buscas de campo foram intensas e concentradas em um período de nove dias – 10 a 18 de agosto.

 

Ao todo, 320 smartphones foram localizados, identificados e catalogados para devolução. Após passarem por triagem técnica e cruzamento de dados cadastrais (como o código IMEI), as autoridades conseguiram rastrear os verdadeiros proprietários, permitindo o encerramento do ciclo investigativo com o ato de devolução.

 

O furto e o roubo de celulares figuram hoje entre as ocorrências mais recorrentes e desafiadoras nos centros urbanos. A Polícia Civil alerta que o impacto desses crimes vai muito além do valor econômico do aparelho em si.

 

“Os smartphones atualmente concentram informações pessoais altamente sensíveis, como fotografias, documentos digitais, senhas de contas bancárias e acessos corporativos”, destaca o relatório técnico da ação.

 

Ao reaver o dispositivo, a vítima não apenas recupera um bem material de alto custo, mas também mitiga os riscos de fraudes financeiras, extorsão e vazamento de privacidade digital.

 

A Operação Última Chamada não visa apenas a ponta final do crime (o assalto ou o furto), mas busca desarticular a engrenagem econômica que sustenta essa prática. Ao rastrear receptadores e lojistas que comercializam produtos de crime, as forças de segurança estaduais e federais desestimulam o mercado paralelo.

 

A entrega simultânea que começou nesta quarta-feira representa um alento para centenas de cidadãos que, diante da violência urbana, já consideravam seus pertences definitivamente perdidos.

 


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