Polícia Civil faz a maior apreensão de dinheiro em espécie da história do Amapá
Quase R$ 2 milhões foram encontrados em residência, em condomínio na zona oeste de Macapá; Draco e Gaeco desmentem FakeNews e garante que não se trata de crime eleitoral

Elen Costa
Da Redação
O Amapá acaba de registrar um marco histórico no combate ao crime organizado. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressao ao Crime Organizado (Draco), com apoio do Gaeco do Ministério Público, apreendeu cerca de R$ 2 milhões em dinheiro vivo – a maior apreensão em numerário já feita na historia do estado.
A informação foi confirmada pelo delegado responsável pela operação, Estéfano Santos, titular da Draco. Somando o valor em espécie com outros R$ 3 milhões bloqueados em contas bancárias, o golpe contra a facção chega a R$ 5 milhões.
“Essa aqui é a maior apreensão em dinheiro vivo na história do Amapá. Até então a gente não tinha um numerário dessa importância. Isso mostra a audácia do crime organizado, que vem se aperfeiçoando cada dia mais”, afirmou Santos.
A operação, que é desdobramento de uma ação de maio do ano passado, mirou uma célula extremamente importante de uma das maiores facções de origem carioca que atua hoje no Amapá no tráfico internacional e local.
Após 4 semanas de monitoramento de uma empresa de fachada que recebia valores vultosos e fazia saques sucessivos, a polícia cumpriu mandados deferidos no plantão da Justiça.
A investigação revelou que o dinheiro vinha de Santarém, no Pará, em embarcações, e era disfarçado de forma cinematográfica.
“Eles mascaravam os valores dentro de caixas com logo de loja de motocicleta. E em cima, colocavam capas de chuva de motoqueiro. Se alguém abrisse de forma curiosa, ia pensar que era apenas peça de moto”, esclareceu a autoridade policial.
Duas pessoas foram presas em flagrante por porte de arma e lavagem de capitais.
Diante de tentativas de politizar a ação histórica, a Draco e o Gaeco divulgaram Nota de Esclarecimento contundente:
“O procedimento apuratório conduzido pela DRACO, com apoio do GAECO, não tem por objeto a investigação de crime eleitoral. (…) Eventual referência pública a ‘boca de urna’, ‘compra de votos’ ou outro crime eleitoral NÃO corresponde ao objeto da apuração”. O documento ainda explica que boca de urna é crime específico do dia da eleição, previsto no art. 39, § 5º, II, da Lei nº 9.504/1997, e que não é o caso.
Fica claro: a maior apreensão de dinheiro da história do Amapá é fruto de um trabalho sério e técnico contra o crime organizado, e não tem qualquer relação com crime eleitoral, como tentaram espalhar.
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