Polícia conclui inquérito e revela que Anna Paula foi estuprada
Delegado Anderson Ramos, titular da 1ª DPS, confirmou que Cláudio Pacheco, o ‘Coringa’, que já havia sido indiciado pelo latrocínio da vendedora, agora responderá também por estupro e fraude processual cometidos em concurso material

Elen Costa
Da Redação
A Polícia Civil concluiu nesta terça-feira, 24, o inquérito que apurou a morte da universitária Anna Paula Viana Rodrigues, de 19 anos de idade, ocorrido no dia 9 deste mês, no município de Santana, e revelou que a jovem também foi vítima de violência sexual.
O delegado Anderson Ramos, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Santana, confirmou que Cláudio Pacheco, o ‘Coringa’, que já havia sido indiciado pelo latrocínio – roubo com consequência morte – da vendedora, agora responderá ainda por estupro e fraude processual cometidos em concurso material.
Ramos informou que a investigação utilizou imagens de monitoramento, perícia biológica, confissão do autor, perícia necroscópica e de local de crime e dos relatórios, além do depoimento da mulher que receptou o celular roubado da vítima.
“O relatório final detalha a classificação jurídica dos crimes baseada na dinâmica de múltiplas intenções do autor, sendo o latrocínio consumado, onde a investigação comprovou a intenção de roubar. O acusado invadiu o estabelecimento simulando ser um cliente para subtrair bens e sustentar seu vício em entorpecentes. Ao encontrar resistência da vítima, utilizou o estrangulamento, a asfixia mecânica, como meio para ceifar a vida da jovem, garantindo assim a posse do celular e das chaves do local”, detalhou a autoridade policial.
Do estupro consumado, diferente da análise inicial de “tentativa”, o delegado indiciou Coringa por estupro consumado na modalidade de atos libidinosos. A fundamentação técnica aponta que o desnudamento parcial da vítima e a manipulação das vestes mediante violência e subjugação já configuram a consumação do tipo penal, sendo irrelevante a ocorrência de conjunção carnal para a tipificação do delito completo.
“Da fraude processual qualificada, após os crimes de violência, o autor permaneceu na cena por cerca de 23 minutos para adulterar o local. Ele arrancou o roteador de internet para impedir o envio de imagens das câmeras e despejou tinta sobre as mãos da vítima para inutilizar qualquer material genético dele que estivesse sob as unhas da jovem devido à luta corporal”, minudenciou o presidente do inquérito.
O Ministério Público ofereceu denúncia formal de Cláudio Pacheco pela morte de Anna Paula. A peça acusatória seguiu a capitulação jurídica e a reconstrução dos fatos apresentadas no relatório final da Polícia Civil.
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