Polícia desmonta organização que usava drones para enviar drogas e celulares para Iapen
Draco mapeou rota que começava no Porto de Santana e prendeu duas mulheres responsáveis por preparar lançamentos em Macapá; unidade já apreendeu seis drones só neste ano

Elen Costa
Da Redação
A Polícia Civil, por meio da Divisão de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco), com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), deflagrou a Operação ‘Queda Livre’ para desarticular uma organização criminosa que usava drones para abastecer o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) com drogas, celulares, smartwatches e dinheiro.
A investigação, que durou cerca de dois meses, identificou toda a logística do grupo. De acordo com a polícia, os drones de alto custo eram comprados fora do estado e chegavam ao Amapá pelo Porto de Santana. De lá, eram levados para duas casas nos bairros Brasil Novo e Cidade Nova, na zona norte de Macapá.
Nesses endereços, duas mulheres de 22 e 28 anos foram presas em flagrante. Elas eram as responsáveis por receber o entorpecente, embalar, acoplar nos drones e fazer o lançamento por cima dos muros do presídio pela madrugada.
Durante o cumprimento dos mandados de busca, os policiais apreenderam um drone com controle remoto e três baterias, porções de cocaína, maconha e crack já embalados para lançamento, aparelhos celulares e material para embalo.
Segundo o delegado Leonardo Alves, titular da Denarc, esta é a sexta apreensão de drone feita pela especializada só em 2026, o que mostra a sofisticação do crime organizado dentro do sistema prisional.
“Essa é a sexta apreensão de drones feita pelas nossas delegacias. A interceptação corta um canal sofisticado de abastecimento do crime organizado. Os criminosos investem alto na compra e transporte desses aparelhos para tentar burlar a segurança do Iapen. Ao mapearmos a rota desde o Porto de Santana, conseguimos impedir que o equipamento e a droga chegassem aos presos”, afirmou a autoridade policial.
A Operação Queda Livre faz parte da Operação Protetor, vinculada ao programa federal ‘Brasil Contra o Crime Organizado 1’, e teve ação integrada com a Polícia Militar, Polícia Penal e Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
As duas suspeitas foram encaminhadas ao Ciosp do Pacoval e as investigações continuam para identificar o interno que comandava os recebimentos de dentro da penitenciária e outros integrantes da organização na rua.
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