Polícia

Policial penal que ‘servia’ facção no Iapen é preso durante operação da PC

Servidor público recebia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por entrega do carregamento de drogas e aparelhos celulares dentro do presídio estadual.

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Elden Carlos
Editor-chefe

 

Um policial penal foi preso temporariamente no início da manhã desta terça-feira (03) durante a ‘Operação Calabar’, deflagrada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), para cumprir dois mandados de prisão e dois mandados de busca e apreensão. O policial penal foi preso na Central de Monitoramento Eletrônico do Iapen, no bairro Santa Rita, zona Sul de Macapá.

De acordo com o delegado Estéfano Santos, que preside o inquérito, o servidor público – que não teve o nome divulgado – era responsável por levar drogas e aparelhos celulares para dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). O preso, responsável por receber o material ilícito e repassar para outros detentos também recebeu voz de prisão dentro da cadeia pública.

“Ele [policial penal] vinha realizando esse trabalho para uma facção há pelo menos um ano. O envolvimento dele foi percebido durante uma das apreensões que o próprio Iapen realizou. A partir daí a Polícia Civil foi acionada e instauramos o inquérito para apurar o caso. Durante o levantamento de informações descobrimos que esse servidor, se valendo do cargo público, recebia entre R$ 15 mil a R$ 20 mil por entrega das mercadorias. Ele tem envolvimento direto com essa facção. Vamos aprofundar a investigação para apurar se pode haver envolvimento de outras pessoas nesse esquema”, afirmou o delegado.

O diretor do Iapen, Lucivaldo Costa, revelou que a associação do servidor público com a facção foi alvo de apuração interna pela Corregedoria do presídio. “Assim que foram encontrados indícios do envolvimento do policial penal no esquema criminoso a Corregedoria acionou a Polícia Judiciária para que houvesse a investigação. Somos contra qualquer ação que deponha contra a segurança pública. Se tiver que cortar na própria carne, cortamos. Não se admite desvio de conduta daquele que deveria resguardar o presídio”, afirmou Lucivaldo.

Os aparelhos celulares do policial penal e do detento investigado foram apreendidos. Em depoimento o preso confessou o envolvimento do agente público e repassou maiores detalhes sobre o esquema, mas as informações seguem sob sigilo para não comprometer os trabalhos.

Os investigados irão responder por participação em organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção ativa. A operação contou com apoio da Delegacia de Polícia Civil de Mazagão e Corregedoria do Iapen.

“Calabar’ é uma alusão a um dos maiores traidores da história: Domingos Fernandes Calabar.

 

Imagens: Divulgação/PC

 
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