Polícia

Polícias civis do Amapá e Mato Grosso cumprem mandados de prisão contra golpistas

Investigações revelaram participação nos crimes de pelo menos 23 pessoas, além do envolvimento direto de internos do sistema penitenciário matogrossense


 

Elen Costa
Da Redação

 

A Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia Especializada de Repressão à Fraude Eletrônica (DRFE), e a Polícia Civil do Estado do Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, deflagraram a Operação ‘Marketplace’ e cumpriram mandados de prisão em desfavor de indivíduos investigados por crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

 

O delegado Anderson Silwan, titular da DRFE, contou que a ação integrada decorre de investigação iniciada na unidade no fim de 2024, após o registro de ocorrência feito por duas vítimas que residem em Macapá, e que relataram terem sido alvos do golpe do falso intermediário a partir de um anúncio de venda de automóvel publicado no marketplace do Facebook.

 

“Em resumo, o golpista ‘clonou’ a publicação legítima de uma das vítimas e anunciou a venda do mesmo bem por valor bem abaixo do mercado. Ao receber o contato da outra vítima, que acabou se interessando pelo bem, ludibriou ambas as partes e induziu a realização do pagamento de R$ 25 mil para uma conta bancária. Após a transferência, as vítimas foram bloqueadas pelo indivíduo e perceberam que haviam sido enganadas”, explicou Silwan.

 

As investigações revelaram a participação de pelo menos 23 pessoas, além do envolvimento direto de internos do sistema penitenciário de Mato Grosso.

 

O grupo criminoso, que também fez vítimas em outros nove estados brasileiros, era estruturado de forma ordenada e caracterizado pela divisão de tarefas, com caráter permanente e estável, atuando de forma coordenada com o objetivo de obter vantagens ilícitas oriundas de golpes aplicados em meio digital e posterior ocultação e dissimulação de valores.

 

 

O Poder Judiciário amapaense determinou o bloqueio patrimonial dos envolvidos e expediu sete mandados de prisão preventiva. Seis mandados foram cumpridos na capital do estado do Mato Grosso.

 


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