Polícia

Presos dois acusados de latrocínio em Pedra Branca

Homens mataram vítima durante bebedeira para subtrair R$ 40. Homem foi espancado e asfixiado. Após matarem o garimpeiro os acusados jogaram seu corpo no rio.

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Luiz Carlos e Cleuson foram presos durante operação

Dois homens identificados como Luiz Carlos do Rosário de Oliveira e Cleuson Cruz Nunes, ambos de 18 anos, foram presos na manhã de sexta-feira (15) na região da comunidade de Riozinho, zona rural do município de Pedra Branca do Amapari, distante cerca de 180 quilômetros da capital, Macapá.

Eles são investigados pelo assassinato de um homem identificado até agora como ‘Daniel’, que aparenta ter cerca de 50 anos de idade e trabalhava como garimpeiro em Oiapoque. A vítima estava de passagem pela localidade e não tinha parentes naquela região.

Segundo o delegado Antério Almeida, da Polícia Civil de Pedra Branca, que preside o inquérito, o crime ocorreu na madrugada do último domingo (10) e ainda tem o envolvimento de outras duas pessoas. O caso é tratado como latrocínio (roubo seguido de morte).

“Apuramos que naquela madrugada os suspeitos bebiam na comunidade e em determinado o dinheiro que eles tinham acabou. Um elemento, identificado como Bruno, que está foragido, ao perceber que a vítima estava com dinheiro, desferiu um golpe com uma garrafa na cabeça do Daniel e depois o asfixiou. As marcas no corpo da vítima mostram ainda que ela foi espancada. Depois de constatarem que o homem estava morto, eles jogaram o corpo dentro do rio. E tudo isso ocorreu para que eles subtraíssem R$ 40 do cidadão”, disse por telefone ao Diário o delegado.

Após colher as provas necessárias o presidente do inquérito representou pelos pedidos de prisões preventivas. O primeiro a ser preso foi Luiz Carlos. Ele confessou envolvimento e delatou os comparsas. Tanto Luiz quanto Cleuson apresentaram a mesma versão para o crime durante depoimento.

O delegado afirmou que as buscas pelos outros suspeitos continuam e que as prisões são questão de tempo, apontando também a dificuldade de acesso às áreas onde eles podem estar homiziados.

“Apesar dessa dificuldade de acesso a essas regiões que são praticamente isoladas, manteremos as buscas até prender todos os envolvidos”, concluiu. Antério Almeida revelou que os dois presos confessos devem ser transferidos para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), na segunda-feira (18).

Reportagem: Elden Carlos – Editor

Fotos: Divulgação/PC

 
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