Suspeita de torturar rivais é presa pela Patamo
Além de atuar diretamente no tráfico de entorpecentes, mulher exerce função de destaque dentro da organização criminosa em que atua; ela tem atribuição de aplicar ‘disciplina’ interna na facção

Elen Costa
Da Redação
Uma equipe da Companhia Independente de Patrulhamento Tático com Motocicletas, a Patamo da Polícia Militar, empenhada na Operação Fronteira Brasil contra o crime organizado, prendeu uma mulher considerada foragida da Justiça.
A captura da suspeita aconteceu nessa quarta-feira, 10, depois que a guarnição recebeu informações repassadas pelo setor de inteligência da PM sobre o paradeiro da fugitiva.
Segundo os levantamentos, a mulher, que tinha um mandado de prisão em aberto, estaria na quadra 12 do bloco 19, no Conjunto Macapaba II.
De posse das informações, os agentes se deslocaram ao lugar indicado e detiveram a referida infratora.
Após a consulta nominal, foi confirmada a existência da ordem de recolhimento ao sistema penitenciário existente contra ela.
A polícia destacou que a suspeita, além de atuar diretamente no tráfico ilícito de entorpecentes, exerce função de destaque dentro da organização criminosa em que atua.
Segundo levantamentos obtidos durante a investigação, ela possui a atribuição de aplicar a denominada ‘disciplina’ interna da facção, que consiste em agressões físicas, torturas e mutilações contra integrantes que descumprem determinações do grupo.
Em 2025, em um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais e pela imprensa local, a investigada apareceu utilizando tornozeleira eletrônica e agredindo de forma extremamente violenta duas mulheres. O fato ocorreu no mesmo habitacional onde ela foi capturada.
As imagens evidenciam elevado grau de periculosidade da mulher e demonstram sua atuação direta na imposição de punições físicas em nome da organização criminosa, reforçando seu relevante papel dentro da estrutura da facção.
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