Polícia

Suspeito de matar companheira é preso e diz que tiro foi acidental

Alciderico Santos Moreira, de 51 anos, conhecido como ‘Alcir’, foi localizado e detido no início da tarde desta segunda-feira, 26, em menos de 24 horas do fato, no km 33 da BR-210, zona rural da capital


 

Elen Costa
Da Redação

 

Uma rápida ação dos policiais civis lotados na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Macapá resultou na prisão em flagrante do comerciante Alciderico Santos Moreira, de 51 anos, conhecido como ‘Alcir’, principal acusado de ter assassinado a companheira Paula Barroso.

 

Alcides foi localizado e detido no início da tarde desta segunda-feira, 26, em menos de 24 horas do fato, no km 33 da BR 210, zona rural da capital. Um segundo indivíduo que estava com ele no carro e que o teria ajudando na fuga também foi conduzido para a delegacia.

 

A titular da Deam, delegada Marina Guimarães, é quem está conduzindo as investigações. Ela contou que uma testemunha relatou que o acusado e a vítima tiveram uma discussão antes da mesma ser baleada.

 

“Chegou ao nosso conhecimento que o casal mantinha uma relação conturbada, inclusive com histórico de ameaças. Porém, não há registros de boletim de ocorrência. No dia de ontem, eles estavam nesse comércio, que é de propriedade do suspeito, onde teriam tido esse desentendimento, que acabou dessa maneira trágica”, lamentou a autoridade policial.

 

De acordo com informações, Alcir mantinha a arma de fogo – que até o momento não foi encontrada – com o intuito de resguardar sua segurança e de seu empreendimento. No entanto, a delegada contou que em episódio anterior ele teria alvejado um homem suspeito de furtado seu minibox.

 

“Todas as informações, tudo que estão nos repassando, estão sendo apurados pelos nossos investigadores”, disse a delegada, alertando para a importância da denúncia. “Mesmo que a vítima não faça a queixa, um parente, uma amiga, uma colega de trabalho que sabe que ela sofre violência ou que presenciou algum fato, pode e deve denunciar. O combate a esse tipo de crime é de todos nós. Não podemos permitir, deixar que os homens continuem matando aquelas que se dedicaram a eles, à família que construíram junto com eles. Cada um deve fazer a sua parte. Chega de feminicídio, chega de violência contra as mulheres”, concluiu Marina Guimarães.

 

Na chegada à unidade policial, questionado pela equipe do Diário do Amapá se tinha matado a companheira, Alcir declarou que foi um acidente.

 

 

“Eu não matei ‘porra’ nenhuma. Foi um acidente, a arma disparou”, declarou.

 

Alcir foi autuado pelo crime de feminicídio. Ainda hoje ele prestará depoimento e depois será levado para a audiência de custódia. A Justiça decidirá se o mesmo responderá em liberdade ou se converterá a prisão dele para preventiva.

 

Paula, que em seu registro de nascimento era Benedita de Jesus Barroso, vivia uma união estável com Alcir há dez anos. Eles tinham dois filhos, um de 7 e outro de dez anos de idade.

 

Dona de uma beleza exuberante e conhecida por participar de diversos concursos, chegando a ganhar o título de musa dos bairros em 2025, Paula, que tinha 30 anos, havia concluído recentemente o curso de enfermagem e fazia um trabalho voluntário no Instituto Joel Magalhães.

 

O secretário de justiça e segurança pública do Amapá, Cézar Augusto Vieira, acompanhou todo o procedimento.

 

O crime

Por volta das 22h10 desse domingo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu o chamado e foi a primeira a chegar ao local – um estabelecimento comercial localizado no km 17, às margens da BR 210 –, onde foi informada que uma mulher havia sido atingida com disparo de arma de fogo, e que a mesma tinha socorrida e levada para o hospital em um carro particular, mas, não resistiu aos ferimentos.

 

No estabelecimento ainda havia vestígios da violência. Manchas de sangue e parte da massa encefálica da vítima, foram encontradas em cadeiras, mesa e no chão.

 

Assim que foi acionada, a Polícia Civil assumiu as investigações. O suspeito fugiu do local logo após o crime em uma picape prata.

 

 

 


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