Polícia

Três são presos em Santana por desrespeitar decreto que proíbe aglomerações no Amapá

Duas mulheres e um homem que faziam ingestão de bebida alcoólica se recusaram deixar local onde havia cerca de dez pessoas e agrediram policiais, reagiram à prisão.

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Os três presos foram levados ao Fórum de Santana

Elden Carlos
Editor

O juiz Diogo Sobral, da Comarca de Santana, converteu em preventiva a prisão em flagrante de Everton Nunes Trindade, de 23 anos; Jéssica Luana Nunes de Lima, de 20 anos, e Kelly Nunes de Lima, de 25 anos, que foram presos por volta de 1h45 da madrugada de domingo (22), em via pública, na rua Presidente Marechal Deodoro da Fonseca, bairro Paraíso, desobedecendo o decreto governamental de quarentena em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19) baixado pelo governo do Estado na semana passada, e que proíbe a aglomeração de pessoas.

Segundo os policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM) que apresentaram as três pessoas na delegacia, as equipes estavam em patrulhamento pelo bairro quando se depararam com um grupo onde havia cerca de dez pessoas fazendo ingestão de bebida alcoólica.

Os policiais fizeram a abordagem no sentido de dispersar o grupo, mas Everton teria se recusado a deixar o local, alegando que estava apenas bebendo. Ele passou a agredir os policiais verbalmente e recebeu voz de prisão. Ele reagiu e foi necessário o uso de algemas. De acordo com o comandante da guarnição, Jéssica e Kelly tentaram impedir a ação policial, sendo que Kelly chegou a desferir um tapa no rosto de um sargento.

Os três acabaram presos em flagrante. Na Central de Flagrantes de Santana eles foram indiciados por desacato, lesão corporal e crime de infração de medida sanitária preventiva (ao desrespeitar o decreto governamental). Everton ainda foi indiciado por danos ao patrimônio público, já que destruiu a lateral interna do xadrez da viatura.

Ainda na noite de domingo, o magistrado fez a revisão do flagrante e concedeu liberdade provisória a Jéssica Luana, já que os crimes a ela impostos não tinham a somatória de penas elevada a mais de três anos. Kelly e Everton foram transferidos para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

 
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