Violência doméstica no Miracena termina com mulher ferida e agressor preso
Vítima precisou arremessar facão pela janela do apartamento para se defender; caso aconteceu na frente das filhas do casal, uma de cinco anos de idade, e outra de oito

Elen Costa
Da Redação
Uma ocorrência de destaque foi registrada na noite de domingo, 26, e atendida por equipes do 2º Batalhão da Polícia Militar.
O caso ocorreu no Conjunto Miracema, zona norte da capital. Uma equipe, vinculada à Casa da Mulher Brasileira foi acionada via Ciodes para atender uma situação de violência doméstica.
No local, os policiais encontraram a solicitante, de 33 anos, na via pública, acompanhada das duas filhas menores, de cinco e oito anos de idade. Segundo relato registrado em Boletim de Ocorrência, a discussão teria começado após o casal retornar de um comércio da região.
Ainda conforme o documento, o companheiro da vítima, que tem 38 anos, teria chegado exaltado ao apartamento, chutado a porta e iniciado ofensas verbais.
Durante a discussão, ele teria ido até a cozinha para pegar um terçado. A mulher conseguiu contê-lo e arremessou o objeto pela janela.
Ao tentar sair do imóvel com as crianças, que presenciaram os fatos, ela foi impedida e sofreu uma mordida no dedo indicador da mão direita, com ferimento que necessitou atendimento médico.
A vítima acionou o 190 e informou que o agressor permanecia quebrando objetos no interior do apartamento. Foi solicitado apoio. Os agentes precisaram arrombar a porta, que estava obstruída por uma cadeira presa à maçaneta.
Dentro do imóvel, o suspeito foi encontrado deitado no chão da sala. Ao acordar e ver a guarnição, ele teria resistido à abordagem, investido contra os PMs, desferido chutes e mordido a perna de um dos militares. Foi necessário o uso de força para contê-lo.
Durante a intervenção, ele também teria desacatado a equipe com xingamentos e ameaçado um dos militares, conforme consta no registro.
Diante da resistência, foi necessário o uso de algemas. As partes foram encaminhadas para atendimento médico na UPA do Novo Horizonte e depois ao Hospital de Emergências (HE).
O homem, que necessitou de medicação sedativa por estar muito alterado no camburão da viatura, recebeu sutura. Em seguida, foi conduzido à autoridade policial para as medidas cabíveis.
O caso foi registrado como ameaça, desacato, desobediência, resistência e lesão corporal no contexto de violência doméstica.
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