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Brasil vai apoiar resolução da ONU, mas não quer isolar Moscou e defende saída negociada para a guerra

A votação no conselho teve os votos favoráveis de onze países, incluindo o Brasil, com abstenção da China, Índia e Emirados Árabes Unidos


O Brasil vai seguir na sua linha de votar a favor da resolução contra a invasão da Rússia na Ucrânia na Assembleia da ONU, mas negocia para que o texto a ser votado não isole totalmente Moscou e abra espaço para que o presidente russo, Vladimir Putin, aceite uma saída negociada para o conflito.

Segundo assessores presidenciais, a diplomacia brasileira está participando das negociações do texto final da resolução que será submetido à votação na ONU e busca que “as portas não sejam fechadas” para uma negociação.

Um assessor disse que é preciso construir um texto que crie condições para que outros países apoiem a resolução e, ao mesmo tempo, leve a Rússia de fato para a mesa de negociação.

Na avaliação do governo brasileiro, é preciso encontrar um caminho para uma saída negociada do conflito, porque, se a guerra se prolongar, e a Rússia for totalmente isolada do mundo, os demais países vão começar a sofrer as consequências, principalmente na economia.

Há, ainda, o risco de que alguns fundos que têm posição aplicada em ativos russos possam quebrar, levando grande instabilidade ao sistema financeiro.

A votação está prevista para ocorrer na Assembleia da ONU convocada depois que a Rússia usou seu poder de veto quando foi votada uma resolução no Conselho de Segurança da entidade condenando a invasão da Ucrânia.

A votação no conselho foi na última sexta-feira (25) e teve os votos favoráveis de onze países, incluindo o Brasil, com abstenção da China, Índia e Emirados Árabes Unidos.

Há, por exemplo, uma tentativa de conquistar o apoio da China para a resolução que será votada na assembleia.

Um termo da resolução deve mudar. Em vez de condenar, o texto, ainda em elaboração, pode deplorar a invasão russa.

Na prática, significa condenar, mas num termo mais diplomático, e que foi usado pelo governo chinês ao tratar do tema com o ministro das relações exteriores da Ucrânia.


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