Política Nacional

Cenário de segundo turno é incerto, mesmo com ‘descolamento’ de Haddad

Petista chega a se distanciar de Ciro Gomes em oito pontos percentuais

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Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana, Fernando Haddad (PT) começa a consolidar a ida ao segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL). A 17 dias da eleição, no entanto, ainda é cedo para descartar Ciro Gomes (PDT) como opção viável de enfrentamento a Bolsonaro.

Especialistas alertam que ainda há espaço para uma subida de Ciro, que contabiliza 11% no Ibope e 13% no Datafolha, mas que o jogo está aberto para os adversários do mesmo campo político. Valerá, na disputa, a leitura de cenários para o segundo turno feito pelo eleitorado, que acabará definindo o voto com base nesses cenários.

As pesquisas Ibope e Datafolha mais recentes colocam Bolsonaro com 28% das intenções de voto no primeiro turno e Haddad variando entre 19% e 16%. Essa foi a primeira vez que o petista saiu da sombra de Ciro, Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), todos gravitando em torno de 10%.
“É preciso ver qual a expectativa do eleitorado em relação ao segundo turno. O eleitor tem essa tendência de, primeiro vislumbrar lá na frente, para depois definir o voto de primeiro turno. Isso é muito ruim para o País de uma forma geral”, disse o analista político da Fundação Escola Álvares Penteado (Fecap), Washington Luis Cunha.

Um dos pontos de partida do voto de primeiro turno, avalia, deveria ser o “desejo de mudança” que o eleitor projeta no candidato. Ao delimitar suas opções entre quem terá mais chances de acabar presidente, e com isso cair no “voto útil”, o jogo político acaba restrito ao “individualismo”.

“O voto útil é palpável neste momento. Infelizmente, por que o voto útil demonstra um certo distanciamento do eleitorado, não mostra o desejo do que o País precisa para mudar. A necessidade do País é outra, e isso coloca um grande poder de individualismo em detrimento do coletivismo” completou o professor.

 
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