Política Nacional

Chefes do Ministério da Transparência nos estados entregam cargos

Em conversa gravada, ministro criticou condução da Operação Lava Jato.

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Chefes regionais do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle em ao menos 21 estados entregaram seus cargos ou os colocaram à disposição nesta segunda-feira (30) em protesto pela permanência do ministro Fabiano Silveira na pasta, segundo levantamento do G1. Em gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Silveira faz críticas à condução da Lava Jato e dá conselhos a investigados na operação.

O Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacom Sindical) afirma que, no total, 250 servidores em funções de chefia colocaram seus cargos à disposição nesta segunda – entre eles os 26 chefes regionais.

Assessores do presidente em exercício, Michel Temer, haviam informado à tarde que, “por enquanto”, Silveira ficaria no cargo. No início da noite, o ministro entregou sua carta de demissão e deixou o cargo.

Os chefes regionais dos estados de AL, AP, CE, MG, PB, PE, SP, RJ, RN, RO e RS informaram ao G1 que entregaram seus cargos. Em AM, BA, GO, PA, PI, PR, MS, MT, RR e TO, eles colocaram o cargo à disposição.

O áudio foi gravado por Machado durante uma reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Silveira, quando ainda era conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A mobilização é realizada pelos servidores da extinta Controladoria-Geral da União (CGU), que teve suas atribuições absorvidas pelo recém-criado Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, chefiado por Silveira. Eles pedem a exoneração do ministro.

Em alguns estados, além da entrega dos cargos, as atividades do órgão estão paralisadas. O ministério da Transparência foi procurado, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

AMAPÁ
Romel Oscar Tebas entregou o cargo nesta segunda junto com o chefe substituto e a chefe do Núcleo de Ações Especiais. “A CGU pauta pelo princípio da ética e da integridade. Os servidores da CGU são muito unidos, nós não aceitamos esse tipo de comportamento [do ministro]. Sob o comando dele, em tese, a CGU não funciona mais. Do ponto de vista ético, ele não é hábil para o cargo”, afirmou Tebas.

 
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