Política Nacional

Divergência na equipe de Bolsonaro compromete votações no Congresso

Presidente eleito recua e mantém fusão de pastas criando o superministério da Economia

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Onyx Lorenzoni (esq) ao lado de Paulo Guedes dão entrevista após reunião que definiu a fusão de pastas.

Uma série de desencontros sobre fusões de pastas e a criação de “superministérios” no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), além de informações vindas do núcleo duro de seus assessores, e que são desautorizadas pouco depois, têm causado apreensão entre os parlamentares. O “bate cabeça” comprometeria a votação de matérias polêmicas como a Previdência.

Ontem (30), em novo recuo, foi anunciada a fusão das pastas da Fazenda, do Planejamento e a do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para criar o superministério da Economia, sob o comando de Paulo Guedes, economista que assessorou Bolsonaro na área durante a campanha.
“No programa de governo, os três já estavam juntos. Ele foi criticado pelo setor industrial? Interessante isso”, disse. Guedes afrimou que o governo Bolsonaro salvará a indústria brasileira do processo de desindustrialização vivido nos últimos 30 anos, “apesar dos industriais brasileiros”.

Outro colaborador próximo, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cotado para o comando da Casa Civil, anunciou outro recuo, confirmando a fusão dos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. “O presidente não recuou em nada e desde o início tem claro que Agricultura e Meio Ambiente [andarão[ de mãos dadas”, disse Lorenzoni acrescentando que a união das pastas já foi experimentada no Mato Grosso do Sul e outros países.

Lorenzoni afirmou ainda que o objetivo é reduzir de 29 ministérios para 15 ou 16. E Guedes acrescentou que a junção das pastas é importante para dar agilidade às decisões. Mas com isso, haverá menos cargos para indicações de aliados políticos, o que Bolsonaro afirma não pretender fazer.

As decisões foram comunicadas após reunião de Bolsonaro com o grupo de auxiliares mais próximos, da qual participam também o vice-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e o filho de Bolsonaro, Flávio, deputado estadual e senador eleito. O encontro, na casa do empresário Paulo Marinho, serviu também para definir e ajustar a pauta de trabalho que será discutida na etapa de transição, sob coordenação de Lorenzoni e do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), do governo de Michel Temer.

 
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