Política Nacional

Em campanha pela presidência da Câmara, Lira diz que não se pode usar cargo para travar pautas que não concorde

Em Manaus, deputado disse que deve pautar qualquer tema amadurecido na sociedade e que tenha a maioria no plenário da Câmara e no colégio de líderes

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O deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para presidência da Câmara, disse que não se pode usar o cargo para travar pautas que não concorde. A declaração foi dada durante uma entrevista do parlamentar em viagem a Manaus, onde cumpre agenda em busca de apoio.

Lira está em viagem pela Região Norte desde a última terça-feira (5). O deputado alagoano já visitou Macapá, Belém (PA) e Boa Vista (RR). Em Manaus, ele disse que, se eleito, deve pautar qualquer tema – se este estiver amadurecido na sociedade e tiver a maioria no plenário da Câmara e no colégio de líderes.

“Você não pode usar do cargo que você ocupa, seja de vice-presidente, de presidente, de secretário, de líder partidário, de líder da maioria e tal, para travar pautas que você não concorde pessoalmente”, declarou.

A declaração, sem citar nomes, veio um dia após o candidato dizer em Boa Vista que quando “Brasília não atrapalha ou não trava, o Brasil cresce muito”. Questionado, ele disse que o termo era genérico.

“Quando eu digo que Brasília quando não atrapalha, o Brasil cresce, é porque quando você se arvora do direito de não pautar, de não discutir qualquer matéria independente do que você pensa, você atrapalha o Brasil”, afirmou o parlamentar.

Lira disputa a presidência da Câmara com o deputado Baleia Rossi (MDB), do bloco liderado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (MDB). Baleia conseguiu o apoio de siglas como o PT, que tem a maior bancada da Câmara. A eleição será no dia 2 de fevereiro.

Maia articulou a candidatura de Baleia para fazer frente ao candidato do Planalto. O presidente da Câmara tem feito críticas frequentes ao governo de Bolsonaro. Em um dos episódios mais recentes, Bolsonaro culpou Maia pelos beneficiários do Bolsa Família não terem recebido 13º salário em 2020 e foi acusado pelo presidente da Câmara de ter mentido.

Maia ainda acusou Bolsonaro de interferir de maneira antidemocrática no processo de sucessão da Câmara.

Partidos de esquerda já entraram com medidas no TCU e acredito que isso vá acabar no Judiciário brasileiro. Porque achar que deputado vai se vender por emenda, só um governo que não respeita a política, que não respeita a democracia e que fica recebendo no gabinete deputados de esquerda achando que alguém está à venda. Pelo amor de Deus”, disse em dezembro.

 
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