Política Nacional

Extratos contrariam versão de Cunha e mostram movimentações em contas

Peemedebista tem negado operações; ele se diz “usufrutuário” de contas

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Extratos de uma das contas na Suíça da qual o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se diz “usufrutuário” contradizem a versão até então apresentada pelo peemedebista de que, após 2011, os recursos não foram movimentados.

De acordo com os extratos, Cunha movimentou cerca de 1,3 milhão de francos suíços (US$ 1,3 milhão) em 2014, pouco antes de encerrar a conta.

O valor equivale a um depósito na conta, feito em 2011 por meio de cinco transferências, por João Augusto Henriques, lobista supostamente ligado ao PMDB. Investigado na Operação Lava Jato, Henriques disse em depoimento ao Ministério Público Federal que o dinheiro teria sido desviado de um contrato da Petrobras para a exploração de petróleo em Benin, na África.

Em entrevista concedida ao G1 e à TV Globo no último dia 6, Cunha disse que só soube do depósito um ano depois de o dinheiro aparecer na conta e, como a origem era desconhecida, orientou o truste (entidade legal que administra propriedades e bens em nome de um ou mais beneficiários mediante outorga) a deixar o dinheiro parado, sem movimentação.

“O truste nem sequer aplicou na taxa de juros mínima […]. Qualquer ativo adicional precisa ser contratado, até porque o truste não quer ser associado a uma possível lavagem de dinheiro”, disse Cunha na entrevista.

 
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