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Governo estudará subsídio ao diesel se guerra Rússia-Ucrânia se prolongar, afirma paulo Guedes

De acordo com o ministro, neste momento, medidas aprovadas pelo Senado, como a alteração na cobrança do ICMS e a isenção de PIS-Cofins sobre o diesel, são suficientes para amortecer o preço


A ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo pode estudar a criação de um subsídio ao diesel se a guerra entre Rússia e Ucrânia se prolongar.
A guerra começou há 15 dias e tem impacto no preço dos combustíveis devido aos reflexos do conflito na elevação do preço internacional do barril do petróleo. A Rússia é um dos principais exportadores de petróleo no mundo.

De acordo com o ministro, neste momento, as medidas aprovadas pelo Senado Federal e a isenção de PIS-Cofins sobre o diesel são suficientes para amortecer o preço.

Mais cedo, a Petrobras anunciou, após quase dois meses, reajustes nos preços da gasolina e do diesel. Com o reajuste, o preço do diesel passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, um aumento de R$ 0,90.

“Nós vamos nos mover de acordo com a situação”, disse Guedes. “Se a guerra se resolve em 30 ou 60 dias, a crise estaria mais ou menos endereçada. Agora, vai que isso se precipita e vira uma escalada? Aí sim, você começa a pensar em subsídio para o diesel”, declarou após reunião no Ministério da Economia com o ministro Bento Albuquerque, das Minas e Energia.

Na quinta, o Senado aprovou a criação de uma Conta de Estabilização dos Preços dos combustíveis (CEP), um fundo com o objetivo de frear a alta dos preços dos produtos. A proposta ainda precisa do aval da Câmara dos Deputados.

Para Guedes, o fundo é uma ferramenta que, neste momento, não está no plano de ação do governo em relação aos combustíveis. Outro projeto aprovado pelo Senado nesta quinta-feira altera a regra de incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis.

Na versão final aprovada pelo Senado, o relator Jean Paul Prates também acolheu uma emenda apresentada pela governista Soraya Thronicke (PSL-MS) que zera, até o fim de 2022, as alíquotas da contribuição para o PIS-Pasep e Cofins sobre diesel, gás de cozinha e sobre biodiesel.

De acordo com o ministro, as medidas aprovadas podem reduzir em R$ 0,60 o preço do litro do diesel nas refinarias, o que, segundo ele, atenuaria a alta do diesel em dois terços.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, negou que o governo estude alterar a política de preços da Petrobras. Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro criticou a paridade no preço do petróleo. A paridade no preço do petróleo significa que a Petrobras paga pelo produto o preço cobrado no mercado internacional e que repassa eventuais altas para refinarias, o que faz aumentar o preço para o consumidor final.


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