Política Nacional

Não há surpresa na aprovação de parecer pró-impeachment, diz Cunha

O relatório foi aprovado na comissão especial por 38 votos a 27. Pelo regimento da Câmara, ele deverá ser lido na íntegra na sessão plenária seguinte, prevista para acontecer na tarde desta terça-feira (12).

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira (11) não ver com surpresa a aprovação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) favorável à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O relatório foi aprovado na comissão especial por 38 votos a 27. Pelo regimento da Câmara, ele deverá ser lido na íntegra na sessão plenária seguinte, prevista para acontecer na tarde desta terça-feira (11).

Ao ser questionado sobre o resultado da votação, Cunha tentou evitar comentários. “Eu não tenho que achar nada. O resultado é o resultado”, afirmou, sem entrar em detalhes.

Diante da insistência dos jornalistas para saber se era o resultado esperado, desconversou: “Pelo que vocês falavam pela imprensa, era”. Indagado novamente se era o cenário que estava avaliando, respondeu: “Não tem nenhuma surpresa até agora não”.

Após a publicação do resultado da votação, será contado prazo de 48 horas para dar início à sessão para votar no plenário na próxima sexta-feira (15). Com os discursos de todos os líderes e as intervenções dos deputados, a expectativa é que a votação vá até o domingo.

Segundo Cunha, a sessão na sexta deverá começar às 9h. Deverão ser ouvidos os autores do pedido de impeachment e depois a defesa da presidente Dilma. Cunha não descarta que as sessões varem a madrugada de sexta e de sábado. A previsão dele é que na sessão de domingoc comece, de fato, a votação. O rito será informado aos líderes na reunião desta terça. “Ficamos praticamente o dia inteiro trabalhando com a assessoria”, contou Cunha.

Ele ressaltou, porém, que não defenderá nenhum acordo para reduzir o tempo de fala dos partidos, o que, segundo ele, foi feito no caso do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992. Pelo regimento, cinco representantes por legenda podem falar por até uma hora, e Cunha disse que prefere seguir essa previsão legal.

“Vamos cumprir rigorosamente a lei. Porque no impeachment do Collor houve um acordo para o reduzir o tempo para as pessoas falarem, e aí abriram mão do dispositivo de lei. O dispositivo de lei é claro quando fala que cinco representantes por partido poderão falar por até uma hora. Isso é a indicação por partido, fora o direito regimental de discussão individual. Vamos deixar todas as possibilidades abertas. Não vou conduzir para nenhum tipo de acordo dessa natureza. Prefiro que siga a lei e o regimento”, afirmou.

O presidente da Câmara ainda não informou qual será a ordem de chamada na hora da votação. O regimento prevê que ela pode começar pelos deputados do Sul do país em direção ao Norte ou o contrário. Deputados da oposição pressionam para que inicie pelo Sul, onde há deputados mais favoráveis à saída de Dilma.

 
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