Política Nacional

‘Não houve captação do conteúdo’, diz Moro, sobre celular que sofreu tentativa de invasão

Em visita nesta sexta-feira (7) a Chapecó, Moro também falou que advogados entrarem na Justiça para flexibilizar penas pode ser ‘consequência colateral não desejada do decreto’ das armas.


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse nesta sexta-feira (7) em Chapecó (SC) que nenhuma informação do celular dele, que foi alvo de uma tentativa de invasão na terça-feira (4), foi subtraída.

“Houve uma clonagem do meu celular, é o que nós levantamos, e que qualquer um pode ter o celular clonado. Não houve uma captação do conteúdo do dispositivo. Apenas eu tive que me desfazer da linha porque alguém acabou utilizando a mesma linha”, afirmou.

O ministro ainda reforçou que o caso está em investigação e não se trata apenas de um crime contra a privacidade dele, mas “contra a segurança nacional”. “A Polícia Federal está investigando fortemente esses fatos. Mas não houve nenhuma informação, vamos dizer estratégica, ou algo de maior relevância que tenha caído nas mãos dos criminosos”, concluiu.

Consequência da flexibilização das armas
Advogados em todo o país têm tentado obter a absolvição ou pedir penas mais brandas para réus por porte e posse ilegal de armas, após a flexibilização das regras sobre armas. Para Moro, a situação é uma “consequência colateral não desejada do decreto”.

“Esse novo decreto de armas foi uma política do Planalto, evidentemente o Ministério da Justiça foi consultado, e qualquer modificação legislativa tem as suas consequências. Então, isso está sendo discutido, essas pretensões estão sendo levadas e serão decididas pelas cortes de justiça. Enfim, pode ser uma consequência colateral não desejada do decreto. Não há uma descriminalização do passado, apenas algumas nuances”, concluiu.


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