Política Nacional

PDT prepara ‘ambiente’ para lançar Ciro como candidato em 2018

Apesar de ter dito que o partido ainda não anunciará um nome, o presidente do PDT disse que a legenda está preparando o terreno para as próximas eleições presidenciais com Ciro.


O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que o partido está preparando o “ambiente” para lançar o ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes como candidato à Presidência da República nas eleições de 2018. No ano passado, Ciro Gomes deixou o PROS para migrar para o PDT

Apesar de ter dito que o partido ainda não anunciará um nome, o presidente do PDT disse que a legenda está preparando o terreno para as próximas eleições presidenciais com Ciro. Lupi concedeu entrevista coletiva em Brasília, ao lado do ex-ministro, para falar sobre os projetos do partido para as eleições municipais deste ano. “Estamos usando essas andanças com ele [Ciro Gomes] para que ele seja uma espécie de bandeira para que o partido prepare o ambiente para sua candidatura em 2018. Isso não impede que se apresente outros candidatos”, disse.

Ao ser questionado sobre a aproximação de petistas com o PDT, Lupi disse que parte dos petistas veem o nome de Ciro Gomes com simpatia. “Há uma relação governamental, nós fazemos parte do governo, há uma relação de fraternidade e é uma conversa que se tem. Eu vejo uma parcela significativa do PT vendo o nome do companheiro Ciro com muita simpatia, não são poucos”, afirmou.

Temer
Ao ser questionado sobre uma reaproximação do vice-presidente, Michel Temer, com a presidente Dilma Rousseff, cuja relação está desgastada, Ciro Gomes disse que “só quem for idiota acredita” que os dois possam retomar a relação. “Isso não quer dizer que a presidenta deva repudiar isso, até porque a política vive desses bailados. O importante é não acreditar, porque ele está no golpe e é o capitão dele”, afirmou.

Impeachment
Ciro Gomes criticou, ainda, a atuação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em outubro, o PDT defendeu o afastamento de Cunha da presidência da Câmara, devido às denúncias de que mantém contas secretas na Suíça, e se posicionou contra a abertura de processo de impeachment de Dilma. “Só faltava o Eduardo Cunha ser protagonista de um impeachment. […] O moralismo está posto a serviço da imoralidade”, disse.


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