Política Nacional

PT não se julga obrigado a gesto de solidariedade com Delcídio

Senador do PT ocupava a liderança do governo na Casa e foi preso pela PF


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, divulgou nota na qual afirmou estar perplexo com os fatos que levaram à prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS). Para Falcão, os fatos atribuídos ao senador não têm relação com o partido e, por isso, o PT não se vê obrigado a qualquer “gesto de solidariedade” a Delcídio.

Delcídio foi preso pela PF no início da manhã em um hotel de Brasília, segundo os investigadores da operação, por tentar atrapalhar as apurações.

Conforme o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, a Procuradoria-Geral da República afirmou, em documento enviado à corte, que o parlamentar ofereceu R$ 50 mil mensais ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada ou, se o fizesse, não citasse o parlamentar. Além disso, forneceu opção de rota de fuga para Cerveró ir para a Espanha pelo Paraguai. “Nenhuma das tratativas atribuídas ao senador têm qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado. Por isso mesmo, o PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade”, afirmou o PT na nota.

Pouco antes do partido divulgar o comunicado à imprensa, a defesa do senador também divulgou nota, na qual manifestou “inconformismo” com a decisão do Supremo Tribunal Federal de determinar a prisão do senador.

Na mesma nota, o advogado do parlamentar, Maurício Silva Leite, afirmou ter “convicção” de que a decisão será revista. Ainda na nota divulgada à imprensa, Rui Falcão afirmou que convocará “em curto espaço de tempo” reunião da Comissão Executiva Nacional para adotar as medidas que a direção da legenda julgar “cabíveis” em relação ao senador – na nota, o presidente do PT não diz quando ocorrerá essa reunião.

Repercussão no Planalto
Após a prisão de Delcídio do Amaral, a cúpula do governo realizou diversas reuniões no Palácio do Planalto. Os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Edinho Silva (Comunicação Social) e o assessor especial da presidente Dilma Rousseff Giles Azevedo, que formam a cúpula do governo, se encontraram para fazer uma avaliação da situação política do senador petista.


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