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Randolfe discute com senadores criação de nova CPI da Covid no Senado

Senador disse que discute com Renan Calheiros possibilidade de propor nova CPI da Covid no Senado em 2022


Vice-presidente e relator da extinta CPI da Covid, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL) discutem a criação de uma nova comissão parlamentar de inquérito sobre a pandemia, no Senado, em 2022. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do site Metrópoles.

 

À coluna, Randolfe afirmou que a possibilidade será discutida numa reunião extraordinária do “Observatório da Pandemia”, grupo criado no Senado após o fim da CPI da Covid, prevista para acontecer na noite desta terça-feira (11).

 

O senador argumenta que o avanço da variante Ômicron e as recentes ações do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia serviriam de justificativa para o pedido de abertura de uma nova CPI na Casa sobre a pandemia.

 

Na prática, a nova comissão parlamentar de inquérito funcionaria como uma espécie de continuidade dos trabalhos da CPI da Covid, cujas atividades foram encerradas no Senado em meados de outubro do ano passado.

 

“Seria um pedido de abertura de uma CPI diante dos novos fatos: o apagão de dados do Ministério da Saúde, a negligência e a sabotagem à vacinação de crianças e a perseguição aos servidores da Anvisa”, justificou Randolfe.

 

A ideia será posta à mesa na reunião do observatório nesta terça, mas, segundo Randolfe já foi discutida previamente com Renan Calheiros, que foi o relator da comissão parlamentar de inquérito sobre a pandemia em 2021.

 

Para a abertura de uma CPI no Senado são necessárias assinaturas de ao menos 27 dos 81 senadores. Em 2021, a CPI da Covid só foi aberta pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após uma ordem do ministro do STF Luís Roberto Barroso.

 

Comissão Representativa

Outra possibilidade que será discutida na reunião desta terça é convocar a comissão representativa do Congresso Nacional no recesso para que o colegiado decida sobre uma possível convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para dar explicações aos parlamentares.


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