Política Nacional

Temer critica pedido para fechar fronteira do Brasil com Venezuela

Ação foi impetrada no STF pela governadora do estado de Roraima, Suely Campos

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O presidente Michel Temer fez críticas ao pedido feito pelo governo do estado de Roraima ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (13). De acordo com ação civil impetrada na Corte, o estado solicita o fechamento da fronteira do país com a Venezuela. Durante sua participação na 8ª Cúpula das Américas, no Peru, Temer avaliou que “isso não é hábito do Brasil”. “Creio que esse pleito não tem muita significação. Isso não é hábito do Brasil, o Brasil não fecharia fronteiras. E espero que o Supremo venha a decidir desta maneira. Fechar porteira é incogitável”, disse a jornalistas.

O governo do estado alega que apesar de ter tratado do tema com membros do Executivo e decretado estado de emergência social em 2017, apenas em fevereiro deste ano a União editou uma medida provisória que detalha políticas de acolhimento de estrangeiros. Mesmo assim, ainda segundo Suely Campos, “nada de efetivo foi implementado até o momento”. “Muitas das medidas anunciadas já estão sendo tomadas. Recursos, pessoas que vão para lá para dar assistência social, médica”, respondeu o presidente. Desde a visita do emedebista ao estado, em 12 de fevereiro deste ano, um Grupo de Trabalho foi criado, sob a coordenação da Casa Civil, para avaliar medidas com vistas a lidar com a presença de venezuelanos na região.

Distribuição
Na semana passada, o governo federal iniciou o processo de distribuição de imigrantes venezuelanos concentrados em Roraima por outras unidades da federação. O chamado processo de interiorização foi uma estratégia adotada para proporcionar melhores condições aos imigrantes venezuelanos que querem viver e trabalhar no Brasil. Com esse objetivo, o governo federal, com apoio técnico do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e da Organização Internacional de Migração (OIM), ligadas à ONU, buscou vagas em abrigos de prefeituras, governos estaduais e na sociedade civil para receber os imigrantes.

 
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