Advogada e deputada comentam situação de violência contra mulher no Amapá
Regiane Corrêa e Aldilene Souza repercutiram recentes casos de feminicídio o estado em entrevista na Diário FM

Douglas Lima
Editor
Acerca dos casos recentes de violência contra a mulher no Amapá e no Brasil, a advogada Regiane Corrêa e a deputada Aldilene Souza comentaram, entre outros temas, equipamentos proibidos e permitidos para autodefesa, formas de enfrentamento à situação e o projeto de lei que oferta cursos gratuitos de defesa pessoal para mulheres no Amapá.
A fala aconteceu no programa Ponto de Encontro (Diário FM 90,9) desta terça-feira, 10.
Regiane, que também é atiradora esportiva, atenta que mesmo em casos de autodefesa não são todos os recursos que podem ser usados, afirmando que mesmo com CAC, as pessoas não podem usar armas de fogo em momentos que não sejam na prática do esporte.
Sobre armas brancas, como canivetes, a delegada disse que portar o objeto pode resultar em condução à delegacia para esclarecimentos.
Os sprays de pimenta, considerados armas de menor potencial ofensivo, também são proibidos, diferente do spray de extrato de gengibre que, segundo Regiane, “não para, somente retarda a aproximação do agressor”.
Para Aldilene, uma forma de enfrentar a disparidade de força entre mulheres e agressores é o emprego de técnicas de defesa pessoal.
“Sou autora do projeto de lei sancionado que oferecerá cursos gratuitos para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Será algo contínuo para defender as mulheres”, disse.
Por fim, Aldilene afirmou que o primeiro passo para o enfrentamento da violência contra as mulheres é a denúncia, e que o momento deve ser de união para a proteção das mulheres amapaenses.
Homenagem
No mesmo dia, a delegada Marina Guimarães recebeu uma homenagem na Assembleia Legislativa sobre a elucidação do caso de feminicídio contra a miss Paula Barroso. Na ocasião, a delegada agradeceu a honraria e destacou o trabalho feito em prol da população em reforço à segurança feminina pelas forças de segurança competentes.
“É um trabalho que vem de muito tempo e ocorre todos os dias. São investigações difíceis; neste caso, conseguimos a captura do agressor em menos de 24 horas”, contou.
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