Política

Amapá terá complexo para tratamento integral do câncer, afirma governador

Clécio Luís bradou que está fazendo uma revolução na saúde do estado; entre outros assuntos, também destacou que a segurança pública está a dois passos à frente do crime organizado


 

Douglas Lima

Editor  

 

O governador Clécio Luís informou na manhã desta terça-feira, 6, que o Centro de Radioterapia do Amapá suscitou a ideia de concentrar naquela área da zona norte da capital todo o complexo necessário para o diagnóstico do câncer, tratamento, cirurgia e quimioterapia.

 

A informação foi dada durante fala do gestor no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9), quando mais uma vez ele reafirmou a prioridade do governo do estado à saúde, em virtude da complexidade, demandas reprimidas e carências.

 

 

Clécio informou que ao lado do Centro de Radioterapia será construída a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Amapá. “Ali teremos, num só local, todas as condições de tratamento integral do câncer”.

 

O governador elevou a participação do Hospital de Amor na causa contra o câncer no estado, tomando conta do Centro de Radioterapia, que dispõe dos equipamentos mais avançados tecnologicamente e com equipe altamente capacitada, pertencente à própria organização, cuja sede é em Barretos (SP).

 

O Hospital de Amor, que antes do Centro de Radioterapia já estava implantado em Macapá, vizinho ao terreno onde foi levantado o novo estabelecimento, mas apenas para exames preventivos, continua com a mesma atividade, porém de forma mais célere.

 

Mais de 50 pessoas estão em tratamento oncológico no Centro de Radioterapia, informou Clécio Luís, que abordou, em seguida, a assistência praticada nas carretas equipadas que percorrem os municípios, como a Carreta Delas, preparada para atender mulheres, mas que também atende a família inteira.

 

Como disse o governador Clécio Luís, além da Carreta Delas, para atendimento em saúde percorrem o estado outra carreta, dois caminhões, uma van e um ônibus, podendo até realizar biópsias e tomografias. “Estamos fazendo uma revolução na saúde do Amapá”, bradou o gestor.

 

Ao assumir o governo, em janeiro de 2023, Clécio encontrou número de leitos da rede hospitalar que não chegava a mil. Hoje eles superam 1.500, sendo 472 especializados. Na entrevista, ele destacou a eficiência com que são executados os programas Mais Saúde Vascular, Mais Visão, Zera Fila e o das carretas de diagnósticos.

 

O governador ressaltou os 30 leitos de UTI instalados no Hospital de Oiapoque; o hospital de pequeno porte do município de Amapá; outro hospital de pequeno porte, em Tartarugalzinho; e o Hospital Regional de Porto Grande, que logo receberá novo bloco com 153 leitos.

 

Clécio Luís prometeu para o fim do corrente mês a entrega do Hospital da Criança e do Adolescente e registrou a transformação por qual passam a Maternidade Mãe Luzia e o HCal. Citou a Maternidade de Santana com novo Banco de Leite, e a magnitude do novo Hospital de Emergência ora em construção.

 

O gestor mostrou ainda a transformação pela qual passou o Hospital de Emergência de Macapá Oswaldo Cruz, há décadas originariamente construído para abrigar o Departamento de Trânsito (Detran) e só depois adaptado para o estabelecimento de saúde.

 

Moradia

O governador Clécio, na fala ao LuizMeloEntrevista, na manhã desta segunda-feira, deu destaque à iniciativa de sua gestão de propor ao presidente Lula a liberação de áreas de terras da União ocupadas irregularmente ao longo da Rodovia do Centenário para transformá-las em bairros modelos.

 

 

Hoje, o resultado da iniciativa é a existência do bairro Parque Aeroportuário e a doação das terras da área chamada Terra Prometida, beneficiando 1.200 famílias, e de parte da Nova Aliança. Uma outra área, chamada J, está em processo de transferência.

 

Ao fim dos procedimentos nas ocupações da Rodovia do Centenário, seis mil famílias estarão beneficiadas não só com o imóvel próprio, mas com arruamento, drenagem, calçada, meio-fio, energia, iluminação pública e outros equipamentos públicos de bairros organizados.

 

Clécio Luís, em referência à Rodovia do Centenário, citou o que o governo tem planejado para as margens daquela extensão que ele considera espaço nobre da cidade de Macapá. Será construído um masterplan com centro de convenções para 20 mil pessoas, centros de vários esportes, área para igrejas, centro comercial e espaços de lazer.

 

“São obras com marcas urbanísticas e turísticas e que vão criar novos conceitos da nossa capital”, disse o governo do estado a respeito do masterplan projetado para a Rodovia do Centenário e também para o monumento que começou a ser construído em homenagem aos cem anos da presença da Igreja Assembleia de Deus no Amapá.

 

Clécio Luís anunciou para junho a inauguração do Complexo do Aturiá, hoje com 60% das obras executadas com recursos de emendas parlamentares do senador Davi Alcolumbre. O governador fez questão de destacar o Monumento a ser erigido, como parte do Complexo do Aturiá, em homenagem ao artista Fernando Canto, o autor da frase “na esquina do rio mais belo com a linha do equador’, excerto de composição musicada por Zé Miguel, uma joia do cancioneiro amapaense.

 

Petróleo

O gestor disse que o governo do Amapá se prepara em ritmo frenético para o petróleo a ser extraído da Margem Equatorial, através de capacitação de jovens para as indústrias a serem montadas no estado. Ele citou, como exemplo, o programa Qualifica Amapá, para óleo e gás, e cursos técnicos.

 

 

Segundo Clécio, estão avançadas conversas do governo para parcerias da Universidade da Petrobras com a Unifap, Ueap e Ifap para implantação, no estado, de cursos de engenharia de petróleo e de engenharia química, além de outros cursos da área.

 

Clécio Luís mostrou que o petróleo como nova fonte de renda não vai tirar do Amapá a distinção de o estado mais preservado, área indígena sem conflitos, florestas em pé, costa oceânica. “Isso nenhum lugar tem”, ressaltou, para acrescentar: “E precisa ser garantido por nós”.

 

O governador afirmou que o estado, na era do petróleo, terá um plano de governança e um plano de verticalização da economia. Sobre o assunto, ele ainda citou a Petrobras ter assumido os poços da Margem Equatorial, a retirada da base de Belém para o Oiapoque, licenciamento e a chegada da Transpetro como as quatro vitórias já alcançadas pelo Amapá na luta pelo óleo negro e o gás natural.

 

Clécio Luís garantiu que com a ajuda dos senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues continua a luta contra a intenção da Aneel de reajustar a tarifa da energia elétrica consumida pelos amapaenses, e que ele já está preparando-se para a próxima reunião da agência reguladora, sobre o assunto, a acontecer na segunda quinzena do mês em curso. “Queremos reajuste zero”, proferiu.

 

O governador falou rapidamente sobre o asfaltamento que a gestão estadual realiza nos municípios com seis frentes de trabalho em Macapá e atuação em Oiapoque; Calçoene, incluindo os distritos do Lourenço e Carnot; Porto Grande; Pedra Branca do Amapari; Serra do Navio; Santana; Laranjal do Jari e Vitória do Jari.

 

Clécio justificou o avanço espetacular do estado contra as facções criminosas, dizendo que antes houve a elaboração de um bom diagnóstico sobre a situação do setor de segurança pública, seguido da identificação do problema. “Era aterrador o quadro que recebemos em 2023 com ordens de execução de crimes partidas de dentro da penitenciária”, lembrou.

 

A partir da situação diagnosticada, lembrou o governador, foi elaborado um planejamento estratégico e o início do conseguimento do maior investimento em segurança pública já conseguido pela gestão do estado com chamamento de pessoal, trezentas viaturas, fuzis israelenses e outros equipamentos, bem com o uso da inteligência. “Hoje, estamos a dois passos à frente do crime organizado”, asseverou.

 

Por fim, o governador Clécio Luís conclamou a todos ao combate à violência doméstica e contra o feminicídio. “Esse crime precisa ser debelado com campanha de prevenção e com muito amor, porque não é mais possível aceitar que se cerceie a liberdade da mulher, levando-a para a morte”, concluiu.

 


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