Dorinaldo Malafaia comenta fim da escala 6×1, crise do Banco Master e cenário político
Parlamentar também declarou apoio ao governador Clécio Luís e ao ministro Waldez Góes, apontado por ele como pré-candidato ao Senado

Douglas Lima
Editor
Durante participação no programa Togas e Becas (Diário FM 90,9), o deputado federal Dorinaldo Malafaia abordou temas econômicos, políticos e institucionais que dominam o debate nacional. Entre os assuntos, o parlamentar destacou o possível fim da escala de trabalho 6×1, as investigações envolvendo o Banco Master e discussões sobre o sistema político brasileiro.
Logo no início da entrevista, Malafaia traçou um paralelo histórico para defender a ampliação de direitos trabalhistas. Segundo ele, argumentos contrários às mudanças costumam se repetir ao longo do tempo.
“O mercado se ajusta”, afirmou o deputado, ao lembrar que críticas semelhantes surgiram em momentos como a abolição gradual da escravidão e, mais tarde, durante a Revolução Industrial, quando trabalhadores temiam que as máquinas eliminassem empregos, cenário que, segundo ele, acabou resultando na expansão do mercado de trabalho.
Questionado sobre os possíveis efeitos do fim da escala 6×1, como aumento de preços ou desemprego, o parlamentar reconheceu que pode haver uma pressão inicial, mas defendeu a atuação do Estado para evitar desequilíbrios. De acordo com Malafaia, o governo federal estuda mecanismos de regulação e acompanha os desdobramentos da medida para conter oscilações, tanto no mercado de trabalho quanto no custo de vida das famílias.
Ele citou que a proposta original parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sinaliza um compromisso histórico com a classe trabalhadora, devendo ser estruturada com “eixos e contrapesos” capazes de reduzir impactos econômicos.
Ao comentar a crise envolvendo o Banco Master, o deputado afirmou que o alerta inicial partiu do Banco Central do Brasil e ressaltou a importância da atuação da Polícia Federal nas investigações. Para ele, o ponto mais sensível do caso é a suposta vinculação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, às decisões que poderiam interferir no andamento das apurações.
O parlamentar também criticou a aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes e voltou a defender mudanças na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, tema que, segundo ele, tramita há décadas no Congresso.
Sobre a instalação de uma comissão parlamentar para investigar o Banco Master, Malafaia afirmou já ter assinado um dos pedidos e alertou para a circulação de informações falsas sobre o tema. O deputado destacou que CPIs exigem equilíbrio e responsabilidade para evitar disputas políticas que desviem o foco das investigações, citando como exemplo debates recentes relacionados à crise do INSS.
Ao falar sobre o cenário eleitoral, Malafaia confirmou que permanecerá no Partido Democrático Trabalhista (PDT) e disse estar otimista com a construção da chapa para as próximas eleições, com expectativa de eleger ao menos dois deputados federais. O parlamentar também declarou apoio ao governador Clécio Luís e ao ministro Waldez Góes, apontado por ele como pré-candidato ao Senado.
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