Executiva Nacional do PDT aprova ingresso na federação com Solidariedade, PRD e Avante
O colegiado deliberou indicativo favorável à inclusão do PSB na associação partidária

A Executiva Nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT) aprovou em reunião híbrida, nesta sexta-feira (6), a aprovação do ingresso do partido na federação com Solidariedade, PRD e Avante. O colegiado deliberou ainda o indicativo favorável à inclusão do PSB na associação partidária.
Com a decisão referendada pelo Diretório Nacional, os partidos encaminharão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para aprovação o pedido de ampliação da Federação, que terá, posteriormente, atualizações no nome e no estatuto. O processo permitirá que as quatro siglas, em conjunto, superem a cláusula de barreira e tenham acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita em rádio e televisão.
Para o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, a federação preserva a história do Trabalhismo, garante a independência administrativa dos partidos e fortalece a atuação das bancadas no Congresso Nacional.
“A federação potencializará os partidos, incluindo nossos deputados e senadores, na defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro. É o legado trabalhista cada vez presente na vida dos brasileiros”, afirmou.
“Prosseguiremos com as discussões para agregar o PSB. São partidos que comungam de valores semelhantes e podem caminhar juntos nos próximos anos”, completou.
Abaixo dos requisitos
A federação PSOL/Rede, o PDT, o Avante, o Missão e a federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, ficaram abaixo dos requisitos da cláusula de barreira na eleição 2026, conforme dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As cinco agremiações aparecem com cadeiras na distribuição de vagas para a Câmara dos Deputados. Mesmo assim, não alcançam a combinação de votos ou de deputados com a presença mínima pelo país exigida pela regra.
A cláusula de barreira, também chamada de cláusula de desempenho, condiciona o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na TV. Ficar abaixo dela não impede a posse dos deputados eleitos nem provoca o fechamento do partido.
O PSOL/Rede ultrapassou o percentual nacional necessário, mas atingiu o mínimo estadual em apenas oito unidades da Federação. No Espírito Santo, ficou a 185 votos do patamar calculado sobre o total de votos válidos apurado.
PDT
O partido teve 1,64% dos votos válidos nacionais, abaixo do mínimo exigido.
Onde alcançou pelo menos 1,5% dos votos: Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Roraima. São oito estados.
Onde aparecem suas seis cadeiras: Amapá, com duas; Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com uma cada.
O PDT ficou abaixo dos dois critérios: não chega aos 2,5% nacionais nem ao mínimo estadual em nove unidades da Federação e aparece com menos de 13 deputados, distribuídos por cinco estados.
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