Governador Clécio entrega licença que autoriza retomada da mineração no Amapá
Com 70% de mão de obra local e mil empregos gerados, Amapá Minerals inicia atividades com licença de operação, outorga hídrica e registro mineral concedidos pelo Estado em Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio

Das mãos do governador Clécio Luís e do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, a empresa Amapá Minerals recebeu, nesta sexta-feira, 12, a última licença necessária para iniciar as operações em Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio. A conquista histórica é resultado de três anos de articulação ininterrupta da gestão estadual e cumpre um dos compromissos estabelecidos no Plano de Governo, retomar a atividade mineral no estado, paralisada há quatro anos.
“A retomada das atividades era um sonho coletivo, principalmente para os moradores da região, que sofreram com diversos problemas sociais após a paralisação da mineração. São famílias que voltam a ter dignidade. Esse retorno é resultado de um longo trabalho de prospecção, negociação e articulação, que muitas vezes não apareceu no primeiro momento, mas que agora apresenta resultados concretos. É um dia simbólico, porque gerar emprego é a nossa maior alegria”, destacou Clécio Luís.
Instalada no estado desde setembro do ano passado, a Amapá Minerals gerou mil empregos na região e conta com 70% de amapaenses em seu quadro de funcionários. Durante a agenda, a empresa recebeu da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) a licença de operação, a outorga de recursos hídricos e o certificado estadual de registro mineral. A retomada das atividades ocorreu sem investimento financeiro direto do Governo do Estado, mas contou com articulação institucional e garantia de segurança política, jurídica e ambiental.
O senador Davi Alcolumbre enfatizou que o reinício das atividades de exploração mineral no estado representa muito mais do que o retorno de uma atividade industrial. Segundo o parlamentar, a iniciativa marca a retomada definitiva do desenvolvimento econômico local, fruto de um esforço coletivo que envolveu a bancada federal, o Governo do Estado e as lideranças municipais.
“Todos tiveram participação nessa retomada, desde os vereadores, que cobravam a volta do projeto por viverem de perto as dificuldades dos municípios. Pedra Branca do Amapari e, principalmente, Serra do Navio enfrentaram momentos difíceis, muitas vezes sem condições de pagar os salários dos servidores. Com o projeto, voltam a arrecadação, os empregos e a geração de renda desses municípios”, afirmou Alcolumbre.
O prefeito de Pedra Branca do Amapari, Marcelo Pantoja, destacou o impacto social da retomada da principal atividade econômica da região, ressaltando que o movimento já começa a refletir na reabertura de oportunidades de trabalho e na recomposição da renda das famílias locais.
“É a dignidade das pessoas voltando para suas casas. Muitas famílias que saíram daqui para buscar trabalho em outros estados agora têm a oportunidade de retornar e reconstruir suas vidas aqui. Isso significa emprego, salário, alimento na mesa e a chance de garantir estudo para os filhos. É a dignidade das famílias sendo reconstruída com esse novo momento”, afirmou o prefeito.
Conquista histórica
A mineração em Serra do Navio tem papel central na formação do município desde a década de 1950, quando a exploração de manganês pela ICOMI impulsionou o surgimento de uma cidade planejada, referência de urbanização na Amazônia e posteriormente reconhecida como patrimônio cultural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Com o encerramento das atividades no fim dos anos 1990, a região enfrentou impactos econômicos diretos, especialmente na geração de empregos e na dinâmica local. Ao longo dos anos, o cenário reforçou a expectativa pela reativação do setor como um novo ciclo de desenvolvimento, renda e oportunidades para a população.
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