Governador Clécio participa da Festa do Divino Espírito Santo e reforça apoio às tradições indígenas no Oiapoque
Manifestação religiosa e cultural da etnia Karipuna reúne comunidades indígenas do Rio Curipi, na Terra Indígena Uaçá

O governador do Amapá, Clécio Luís, participou no sábado, 23, da tradicional Festa do Divino Espírito Santo, realizada na Aldeia Espírito Santo, na Terra Indígena Uaçá, em Oiapoque. A celebração, promovida pelo povo indígena Karipuna, segue até esta segunda-feira, 25, reunindo comunidades do Rio Curipi em um dos mais importantes momentos de fé, cultura e preservação das tradições indígenas da região.
Durante a programação, o governador acompanhou a Procissão da Meia Lua, cortejo fluvial em que uma embarcação segue à frente levando duas bandeiras do Divino até a Aldeia Santa Isabel, retornando em seguida para a Aldeia Espírito Santo. O percurso simboliza devoção, união e pertencimento entre as comunidades.
“Me sinto honrado e muito feliz por estar aqui, onde eu já pude andar, conversar, conhecer as belezas e as dificuldades. Espírito Santo e Santa Isabel dão origem a outras tantas aldeias aqui da região. A Procissão da Meia Lua é uma festa muito bonita e une essas aldeias. É uma demonstração de fé, de tradição e muita alegria pelas conquistas da vida”, afirmou Clécio Luís.
A secretária de Estado dos Povos Indígenas, Janina dos Santos Forte, destacou que a presença do Governado Clécio na festividade fortalece o respeito às identidades culturais e espirituais dos povos originários.
“Essa celebração representa resistência, ancestralidade e união entre os povos indígenas da nossa região. O Governo do Estado reconhece a importância de manter vivas essas tradições, valorizando a cultura, a espiritualidade e o modo de vida das comunidades indígenas”, ressaltou a secretária.
A Festa do Divino Espírito Santo acontece anualmente e representa um importante elo entre a religiosidade católica e as tradições socioculturais dos povos indígenas. A programação inclui manifestações culturais, como o toque do tambor de couro de onça, além de momentos comunitários no casarão da aldeia.
Entre os rituais tradicionais estão a derrubada do mastro, realizada no domingo, 24, e o encerramento nesta segunda-feira, 25, com a “lavação das panelas” e do espaço da festa.
O catequista da comunidade, Emerson Anika, destacou a importância histórica e espiritual da celebração para o povo Karipuna.
“Hoje estamos na comemoração da festa do povo Karipuna. É um momento muito importante para nós, que viemos de nossas aldeias. Desde que eu nasci essa festa já existia. Tenho 32 anos. É uma festa antiga, que representa o povo Karipuna e as aldeias do Rio Curipi”, ressaltou.
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