Política

“Os holofotes estão virados para nossa região”, diz Pitaluga na maior feira de petróleo do mundo

Presidente da Agência Amapá participa da Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, e destaca a visibilidade dos países da América do Sul e do Caribe no evento


 

Douglas Lima
Editor

 

Em entrevista exclusiva ao programa Ponto de Encontro (Diário FM 90,9) nesta terça-feira, 5, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), Antônio Wandenberg Pitaluga Filho, fez um balanço dos primeiros dias da Offshore Technology Conference (OTC). Realizada anualmente em Houston, no Texas (EUA), o evento é considerado a maior feira da cadeia produtiva de petróleo e gás do mundo.

 

A conferência teve início na segunda-feira, 4. De acordo com Pitaluga, a América do Sul e o Caribe ganharam protagonismo nesta edição, o que ficou evidente logo na abertura do evento, liderada pelo presidente da Guiana, país vizinho que já vive o crescimento da atividade petrolífera. “Isso mostra como o holofote está virado para nossa região”, pontuou Wandenberg.

 

 

O otimismo também é compartilhado pelo diretor de atração de investimentos da Agência Amapá, Antonio Batista. Ele lembrou que a maioria das descobertas mais importantes do setor nos últimos cinco anos ocorreu na região que abrange o Suriname e a Guiana, o que alimenta as expectativas de que a Margem Equatorial no Amapá abrigue um grande reservatório de óleo e gás, capaz de garantir produção pelos próximos 50 anos.

 

“Percebemos que o Amapá terá uma estrutura mais preparada do que no Suriname e na Guiana”, pontuou Batista, “temos uma evolução muito grande em comparação aos outros países e temos que usar isso ao nosso favor”, completou Wandenberg.

 

 

Ao projetar o impacto dos royalties de uma futura produção no Amapá, o diretor estimou que a atividade possa duplicar o Produto Interno Bruto (PIB) amapaense, tomando como base o histórico do estado do Rio de Janeiro, que recebeu R$ 35 bilhões.

 

Na esteira do desenvolvimento econômico, Pitaluga destacou a forte articulação política e jurídica em Brasília. Ele citou o empenho da equipe da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que cumpre agenda na capital federal para apresentar a tese do Amapá aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de realizar uma sustentação oral na corte em defesa dos interesses da população amapaense.

 


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