Política

“Parece improvável que Rússia e China vão tolerar uma intervenção americana na Venezuela”, diz Daniel Chaves

Comentarista do Sistema Diário de Comunicação e professor de História Contemporânea e Política Internacional da Unifap analisa “extração” de Maduro e esposa, bem como posição brasileira no conflito


 

Douglas Lima
Editor

 

Na manhã deste sábado, 3, no programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9), o professor Daniel Chaves, comentarista do Sistema Diário de Comunicação e professor de História Contemporânea e Política Internacional da Unifap, deixou implícito que Rússia e China podem surgir como nações interessadas na questão do ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do presidente daquele país, Nicolás Maduro, e da esposa dele, Cilia Adela.

 

 

“Parece improvável que Rússia e China vão tolerar uma intervenção americana na Venezuela”, disse o professor, contemporizando, no entanto, que tudo que se comente agora é muito apressado, porque ainda não se conhece a intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao “extrair” o presidente do país sulamericano.

 

 

Não se sabe, por exemplo, analisou Daniel, se haverá uma composição com os militares da oposição liberal da Venezuela que apoia os Estados Unidos, se Maduro foi capturado apenas como líder de cartel de tráfico de drogas, se há intenção de uma intervenção no país sulamericano ou mesmo apenas o interesse econômico no petróleo existente no país invadido.

 

Sobre o Brasil em meio ao conflito, o especialista analisou que o país deve fazer o que tradicionalmente faz, desde Barão do Rio Branco, manter a tradição de apoiar a paz e o não intervencionismo. “O Brasil deve sair com uma nota do Itamaraty em defesa da pacificação nas fronteiras da América do Sul”, anteviu.

 


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