Primeiro amapaense de carreira, Igor Giusti é escolhido pela classe para conduzir a DPE-AP
Defensor público venceu eleição interna nesta sexta-feira, 23, com uma campanha focada na continuidade e aprimoramento do trabalho da instituição

Igor Valente Giusti foi eleito por unanimidade pela categoria na sexta-feira, 23, para o cargo de defensor público-geral do Amapá. Vivendo desde que nasceu Santana, ele será o primeiro amapaense de carreira a comandar a instituição, caso seja nomeado pelo governador. A eleição interna foi realizada de forma online entre os membros, por meio de um sistema desenvolvido pela própria DPE-AP.
Embora o processo previsse a formação de lista tríplice, Giusti foi o único candidato inscrito. Conforme o procedimento legal, o resultado da votação será encaminhado ao Executivo estadual, que fará a escolha e dará posse ao novo gestor em março.
Integrante da atual gestão como subdefensor público-geral para assuntos administrativos, Igor propõe dar continuidade ao trabalho desenvolvido. Ele reconhece os avanços conquistados ao longo dos últimos quatro anos e afirma que entre as prioridades de sua gestão estão o refinamento de fluxos internos, a padronização de regulamentações e, sobretudo, a melhoria constante do atendimento ao assistido.
“Meu trabalho é dar continuidade e aprimorar o que já vem sendo feito. Sempre podemos fazer melhor, com mais celeridade e eficiência”, afirmou.
Trajetória amapaense
A escolha representa um caminho que começou cedo. Nascido em 1990, na então Maternidade Mãe Luzia, em Macapá, Igor Giusti diz que sua vida, na verdade, sempre foi em Santana. As poucas vezes que morou em outras cidades foram em Oiapoque e Ferreira Gomes, em função do trabalho, já desempenhando sua função de defensor público. Mas Santana sempre permaneceu como ponto de retorno e de pertencimento.
“Assim que nasci, fui para Santana, que é onde resido há minha vida inteira. Lá é minha casa, meu lar, é onde eu gosto de estar e onde pretendo viver”, afirmou.
A trajetória acadêmica e profissional acompanha essa constância. O ensino fundamental foi cursado em uma escola ligada à paróquia de Santana; o ensino médio, na Escola Estadual Augusto Antunes; e a graduação em Direito, na Universidade Federal do Amapá (Unifap). O serviço público chegou antes mesmo do diploma. Aos 19 anos, ingressou como agente de pesquisa e mapeamento do IBGE. Na sequência, tornou-se técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Amapá, cargo que ocupou entre 2010 e 2013, antes de assumir como analista judiciário da Justiça Federal, onde permaneceu por mais de cinco anos.
Forjado nos corredores do Judiciário, seu projeto inicial era a magistratura. A convivência diária com varas e gabinetes parecia apontar esse destino. Mas o mundo dos concursos abriu novas possibilidades.
A Defensoria Pública surgiu quase como um chamado: o edital do primeiro concurso para membros da instituição chegou por meio do pai, que foi pessoalmente avisá-lo da oportunidade. “Era no meu estado, na minha casa”, lembra o defensor.
A aprovação veio, e com ela a descoberta de uma vocação. Empossado em 29 de agosto de 2019, Giusti passou por Oiapoque, Ferreira Gomes e, por fim, retornou a Santana. Hoje, com mais de seis anos na Defensoria, diz ter encontrado o lugar onde pretende permanecer até a aposentadoria.
“Foi nesse caminho que eu compreendi com profundidade o que é ser Defensor Público e a importância da Defensoria Pública na garantia de direitos e na proteção de quem mais precisa.”, concluiu.
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